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Dupla estrangeira é condenada a 12 anos por morte de engenheiro pernambucano no Bar Bamboo

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MPPE


O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) conseguiu a condenação do austríaco Alfred Hartner e do alemão Hans Herman a 12 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do engenheiro pernambucano Alison Pereira, ocorrido em fevereiro de 2008, no Bar Bamboo, em Boa Viagem. O julgamento começou na noite de segunda-feira (9) e terminou na madrugada desta terça (10), no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, em Joana Bezerra.

Segundo as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Alison foi espancado e estrangulado após discussão e luta corporal com os dois estrangeiros, motivada por homofobia. A vítima teria sofrido ainda uma fratura cervical provocada por um golpe (gravata) desferido por Hans. Alfred e Hans foram presos logo após o crime, mas acabaram liberados para responder o processo em liberdade dois dias depois.

Os réus foram denunciados pelo MPPE em 2009 pelo crime de homicídio qualificado. Mesmo condenados, os estrangeiros permanecerão soltos até que o recurso impetrado pela defesa da dupla, logo após o resultado do júri, seja apreciado. No recurso, a defesa alega que a prova técnica que é inconteste.

A promotora de Justiça Rosemary Souto Maior, responsável pela acusação dos réus, garante a sensação de dever cumprido e não há mais o que discutir sobre o caso. “Houve a luta corporal e a vítima foi morta. Não havia outras pessoas no local. Tudo convergiu para a sentença dos culpados”, pontuou.

Ela ainda frisou que a pena de 12 anos para cada um é comum em casos similares, onde os acusados não possuem antecedentes criminais. O Ministério Público não obteve acesso aos antecedentes criminais dos estrangeiros em seus países de origem.

Em 17 setembro de 2014, o primeiro Júri da dupla foi remarcado para 29 daquele mesmo mês porque os advogados dos réus não compareceram à 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, que fica no Fórum Thomaz de Aquino, no Centro do Recife. Na segunda ocasião, foi adiado novamente em função da hospitalização do advogado dos réus. O Júri ainda foi adiado mais 13 vezes. A última delas, em 12 de março deste ano, motivada pela ausência do réu Alfred Hartner, que, segundo alegação da defesa, não teria sido oficialmente intimado a comparecer. De acordo com a 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, o réu não foi encontrado no seu endereço residencial.

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