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Pressionado pela seca no interior, Paulo Câmara pede ao governo Dilma para antecipar uso das águas da Transposição do São Francisco

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Sem alarde, o governo Paulo Câmara apresentou nesta quinta-feira(19) ao Ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, um projeto para antecipar o início da operação da Adutora do Agreste, que receberá água do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco, beneficiando 17 municípios inclusos na primeira etapa da obra, em execução pela companhia. Caso a iniciativa seja aceita, dezessete cidades que sofrem com a falta de água, entre elas Arcoverde, seriam beneficiadas.
Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o projeto consiste na construção de uma captação de água na Barragem do Moxotó, situada na localidade Rio da Barra, no ponto onde o Eixo Leste da transposição cruza a BR-232, no município de Sertânia. Esse reservatório está em construção pelo governo federal e deverá receber água ainda este ano por meio do canal da transposição.

A alternativa técnica encontrada pela Compesa para antecipar o uso das águas do Eixo Leste da Transposição envolve a construção de uma adutora de 84 quilômetros de extensão, de 1.200 metros de diâmetro, que transportaria água do Eixo Leste até Arcoverde, alimentando o primeiro trecho da Adutora do Agreste.
“O empreendimento é um investimento de R$ 300 milhões e irá propiciar uma vazão de 2 mil litros de água por segundo. Essa ação será a redenção dessas cidades, que estão sofrendo com a falta de água, fruto da pior seca registrada nos últimos 50 anos”, esclarece Roberto Tavares.
Ele estima que a obra seria executada no prazo de 10 meses após a assinatura do contrato, que ainda depende da análise e aprovação do Ministério da Integração e do processo de licitação.
O detalhamento do empreendimento foi apresentado à prefeita e ao vice-prefeito de Arcoverde, Wellington Araújo. A cidade deve ser a primeira a ser beneficiada pela nova Adutora. A prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, diz-se preocupada com o agravamento da seca em todo o Estado de Pernambuco, em especial no Agreste e na região do Sertão do Moxotó.
Com 90% da população na área urbana, a cidade de Arcoverde, distante 256 Km do Recife, enfrenta a pior crise hídrica de sua história. O regime de racionamento é severo, com uma distribuição de apenas três dias com água durante o mês.
“É angustiante ver a nossa população sofrendo com a falta de água. Estou muito feliz e satisfeita com a perspectiva de uma solução”, afirmou a prefeita da cidade, Madalena Britto.
A prefeita adiantou ainda que apoiará integralmente a decisão da companhia, por entender que o grave problema de escassez de recursos hídricos na cidade será finalmente resolvido.
“Sou testemunha da preocupação e do interesse do governo do Estado e da Compesa para resolver essa questão, desde a concepção da Adutora do Agreste, obra que está em execução. Desde então, tenho acompanhado e cobrado as ações necessárias. Adotarei a mesma postura agora com esse novo projeto, que será uma solução mais rápida para a nossa cidade”, diz a prefeita.
Memória da obra
Em 4 de junho de 2013, dezenas de prefeitos de todos os partidos, entre eles a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto (PTB), o deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB) e vereadores de todos os municípios do agreste pernambucano estiveram presentes na solenidade de assinatura da ordem de serviço da Adutora do Agreste, realizada no Hotel Cruzeiro, em Pesqueira, pelo governador Eduardo Campos (PSB).
O evento começou com a fala do presidente da Compesa, Roberto Tavares, que falou do investimento feito pelos Governos Federal e Estadual na obra; seguido pelo secretário de Recursos Hídricos, Cirillo, que fez um histórico da adutora desde os tempos do ex-governador Miguel Arraes, nos idos de 1997.
Na sequência de falas, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT), fez a fala mais política, ressaltando “a determinação do governador Eduardo Campos, sua capacidade administrativa e colocando-o como modelo para o Brasil em termos de gestão”.
Já o então ministro Fernando Bezerra Coelho ressaltou o investimento de mais de R% 1 bilhão de reais feito pelo Governo Federal, da presidente Dilma, na obra da adutora e em outras obras em pernambucano.
Durante sua fala, o governador Eduardo Campos ressaltou que ali não estava apenas começando mais uma adutora, mas estava construindo um sistema hídrico que dará sustentabilidade ao agreste pernambucano, uma das regiões com menos água do País. Ele ainda prometeu que o projeto contemplará outras cidades com a perfuração de 20 poços para que a futura adutora do Agreste funcionasse antes mesmo da chegada das águas do São Francisco.
Fonte: Jamildo
Sábado, 21 de fevereiro de 2015 – Postado por Elismar Rodrigues

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