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Após vetar piso dos professores e dar aumento para si mesmo, STF se desmoraliza em todo o País

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Ministros em sessão no STF / Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Embora tenha vetado piso dos professores — sob a ridícula alegação de que reajuste aos mestres quebraria finanças públicas — STF deu a si mesmo um dos mais escandalosos aumentos da história

Os ministros do Supremo Tribunal Federal têm tomado decisões que enojam a maioria do povo Brasileiro. Na última — em benefício próprio — o STF se auto-concedeu um reajuste de 16,4%, sob a alegação de que a inflação corroeu as “pobres remunerações” (de mais de R$ 33 mil atualmente) dos membros da Suprema Corte do País. Em maio e junho deste ano, no entanto, a ministra Cármem Lúcia vetou reajustes do piso dos professores de São Paulo e Pará, respectivamente. Em sua justificativa, declarou que os pequenos acréscimos nos salários do educadores quebrariam as finanças públicas dos estados em questão.

Efeito cascata

Com o aumento dado a eles mesmos, ministros do STF promovem como efeito cascata uma despesa de cerca de R$ 4 bilhões aos cofres públicos de todo o Brasil. Razão: juízes e desembargadores nos estados têm salários atrelados aos do Supremo e vão também se beneficiar do reajuste concedido aos seus colegas que “trabalham muito” em Brasília. Uma imoralidade atrás da outra.

Regalias

Além dos altos salários, magistrados contam ainda com uma série de regalias, como auxílio-moradia de mais de R$ 4 mil. Os do STF, por exemplo, têm 88 dias de folgas no ano (além dos fins de semana), cota de passagens aéreas de R$ 52 mil anuais e carro oficial com motorista particular. Por isso, zombam da maioria dos brasileiros. (Continua, após o anúncio).

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