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Bolsonaro quebra tradição e visita Muro das Lamentações com Netanyahu

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Vai à Basílica do Santo Sepulcro

Agenda ignora locais muçulmanos

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O presidente da república Jair Bolsonaro visitará nesta 2ª feira (1º.abr.2019) o Muro das Lamentações e a Basílica do Santo Sepulcro. O 1º é 1 dos principais locais sagrados para o judaísmo e o 2º, para o cristianismo.

O Muro das Lamentações é o que restou do chamado Segundo Templo de Jerusalém, no lugar do original Templo de Salomão. É conhecido também como Templo de Herodes e considerado pelos judeus 1 símbolo da aliança divina com o povo hebraico. Já a Basílica do Santo Sepulcro é considerada como o lugar onde Jesus Cristo foi crucificado.

Na visita ao muro o presidente brasileiro deverá ser acompanhado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A visita representa uma quebra histórica de tradição diplomática. Normalmente, os chefes de Estado visitam o local sem a presença de altas autoridades israelenses. O presidente não irá a lugares considerados sagrados por mulçumanos.

A agenda inclui ainda uma cerimônia de condecoração da Brigada de Busca e Salvamento do Comando da Frente Interna de Israel com a Insígnia da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. O país enviou 124 soldados para ajudar nas buscas por vítimas do desastre de Brumadinho (MG), onde uma barragem da Vale rompeu e causou a morte de ao menos 271 pessoas. Segundo a Defesa Civil, 87 seguem desaparecidos.

O capitão reformado viajou para Israel no último sábado (30.mar). No domingo (31.mar), anunciou a instalação de 1 escritório de comércio, investimento, tecnologia e inovação em Jerusalém além de acordos de cooperação nas áreas de defesa, saúde, segurança pública, entre outras.

Trata-se da 4ª viagem de Bolsonaro ao exterior desde que assumiu o cargo. O capitão reformado do Exército já foi para Suíça, Estados Unidos e Chile. É o presidente que mais dias passou no exterior nos 3 primeiros meses de governo desde a redemocratização. O Poder360 preparou 1 infográfico sobre as viagens do presidente:

A visita de Bolsonaro é mais 1 sinal de aproximação entre Brasil e Israel. Em dezembro, o premiê israelense veio ao Brasil. Participou da posse de Bolsonaro –pela 1ª vez, 1 primeiro-ministro do país participou da cerimônia de chegada ao cargo de 1 chefe do Executivo brasileiro.

Antes disso, Bolsonaro falou em mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém. No domingo (31.mar), não citou a alteração, mas Netanyahu perguntou se “quem sabe” a presença do escritório brasileiro na cidade não significa que “1 dia” o Brasil mudará sua embaixada para lá.

Poucos países reconhecem Jerusalém como capital de Israel. A cidade é disputada como capital tanto por israelenses como por palestinos. A maior parte da comunidade internacional mantém suas embaixadas e considera como capital a cidade de Tel Aviv.

Por /Poder 360

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