Início Brasil Cai para 36% aprovação do governo entre os que receberam auxílio emergencial

Cai para 36% aprovação do governo entre os que receberam auxílio emergencial

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© Sérgio Lima/Poder360 O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia), no Planalto

Pesquisa PoderData mostra que a aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro entre os que receberam auxílio emergencial caiu 16 pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado há 15 dias. Passou de 52% para 36%. A taxa é inferior à aprovação da média nacional (40%).

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia), no Planalto© Sérgio Lima/Poder360 O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia), no Planalto

A desaprovação desse grupo foi de 42% para 51%. Teve alta de 9 pontos percentuais em duas semanas.

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O auxílio emergencial foi criado para mitigar os efeitos da crise econômica causada pela pandemia da covid-19. Com o isolamento social, milhões de brasileiros ficaram sem trabalhar. Os mais pobres foram os mais atingidos.

A intenção inicial do governo era fazer 3 pagamentos de R$ 200 cada 1 –durante a tramitação no Congresso, o valor subiu para R$ 600. Com a continuidade da pandemia no país, o benefício foi prorrogado com mais duas parcelas no mesmo valor.

Em 3 de setembro, por meio de medida provisória, o governo estendeu novamente o auxílio: mais 4 parcelas de R$ 300. O valor começou a ser pago em 18 de setembro a beneficiários do Bolsa Família e em 30 de setembro aos demais.

Em novembro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que haveria prorrogação do auxílio emergencial caso ocorresse uma 2ª onda de covid-19 no Brasil. O benefício no entanto, não foi extendido.

A queda da percepção positiva dos beneficiários do auxílio emergencial sobre o governo federal coincide como mesmo momento do fim dos pagamentos do benefício. Ao todo, de acordo com a Caixa Econômica Federal, foram pagos R$ 294 bilhões a 68 milhões de pessoas.

O fim dos pagamentos também influenciou na queda avaliação geral do governo na região Nordeste. A taxa despencou nos últimos 4 meses e chegou a 29% –umas das mais baixas taxas registradas na região. A desaprovação, que também vinha em trajetória de alta, ficou agora em 59% –estável desde o último levantamento.

No Congresso, os presidentes do Senado e da Câmara, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e deputado Arthur Lira (PP-AL), que tiveram apoio de Bolsonaro para a eleição aos cargos, afirmaram que estão em busca por um formato de auxílio emergencial que caiba no teto de gastos públicos.

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A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 1ª a 3 de fevereiro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 519 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

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Entre os que não receberam ajuda federal durante a pandemia, a aprovação do governo Bolsonaro é maior: 47% o avaliam positivamente. Nesse grupo, são 43% os que rejeitam a administração federal.

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AUXÍLIO X BOLSONARO

Entre os beneficiários do auxílio emergencial, 31% avaliam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro como “ótimo” ou “bom”. E 42% o rejeitam.

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Beneficiários

A pesquisa PoderData mostra ainda que 60% dos brasileiros afirmam que receberam ou que alguém de sua família foi contemplado com o auxílio emergencial de R$ 600 ou R$ 300. São 38% os brasileiros que não tiveram acesso ao benefício. As taxas variaram dentro da margem de erro (2 p.p.) em 15 dias.

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PESQUISAS MAIS FREQUENTES

PoderData é a única empresa de pesquisas no Brasil que vai a campo a cada 15 dias. Tem coletado um minucioso acervo de dados sobre como o brasileiro está reagindo à pandemia de coronavírus.

Num ambiente em que a política vive em tempo real por causa da força da internet e das redes sociais, a conjuntura muda com muita velocidade. No passado, na era analógica, já era recomendado fazer pesquisas com frequência para analisar a aprovação ou desaprovação de algum governo. Agora, no século 21, passou a ser vital a repetição regular de estudos de opinião.

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Por Sabrina Freire/Poder360

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