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Pernambuco conta com centros de testagem para profissionais das áreas de saúde e segurança

Serviços funcionam diariamente, na sede do Cefospe e no Centro de Convenções, atendendo também familiares dos servidores (Foto: Hélia Scheppa/SEI)

O Governo de Pernambuco abriu dois centros avançados de testagem para profissionais das áreas de saúde e da segurança, bem como dos seus familiares, com os quais tenham contato domiciliar e que estejam apresentando sintomas gripais. Os postos, sob a coordenação das secretarias estaduais de Saúde (SES) e de Administração (SAD), funcionam diariamente, inclusive aos sábados e domingos, das 8h às 17h, no Centro de Formação dos Servidores e Empregados Públicos do Estado de Pernambuco (Cefospe) – instituição vinculada à SAD, no bairro da Boa Vista, área central do Recife – e no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE), no Complexo de Salgadinho, em Olinda.

Os novos centros avançados realizam dois tipos de exames: o RT-PCR, nos casos dos profissionais, preferencialmente testado até o sétimo dia do início dos sintomas gripais, podendo, porém, ser estendido até o décimo dia, caso persistam os sintomas; e o teste rápido, para os casos em que o paciente esteja há mais de sete dias do início dos sintomas e também com mais de 72h desde o desaparecimento dos sintomas.

Cada centro terá a capacidade de realizar, inicialmente, até 60 testagens e coletas por dia. No local, atuarão técnicos de enfermagem para a coleta do swab nasal-orofaríngeo, além de profissionais administrativos, limpeza e segurança, bem como de sanitaristas que gerenciarão cada serviço. As amostras biológicas serão processadas nos laboratórios Aggeu Magalhães e Genomika, e em seguida serão validadas no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PE). O quantitativo de testes diários poderá aumentar de acordo com a demanda.

“Essa é mais uma iniciativa do Governo de Pernambuco em favor dos trabalhadores que atuam na linha de frente do combate ao novo coronavírus. Os centros serão essenciais no sentido de unificar os esforços para realizarmos uma ampla testagem dos profissionais da saúde, da segurança e dos familiares que têm contato direto com eles. Além de tranquilizar o profissional ou familiar que apresente sintomas gripais, reservando um local específico para a testagem rápida e segura, essa iniciativa dará maior agilidade e transparência ao diagnóstico desse público”, ressaltou o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo.

“A ação implementada pelo Governo do Estado, envolvendo ambas as secretarias, tem uma grande importância no enfrentamento à pandemia. Com a abertura das unidades de testagem daremos mais celeridade no diagnóstico da doença junto aos servidores de saúde e também dos militares. São duas categorias que desempenham serviços essenciais, incansáveis na prestação de serviços à sociedade”, reforçou a secretária estadual de Administração, Marília Lins.

Para realizar a testagem, o profissional de saúde ou de segurança precisa agendar o atendimento por e-mail (para a unidade Cefospe: coletacefospe@gmail.com; e para unidade Cecon: coletacecon@gmail.com), anexando uma solicitação escrita da chefia imediata da unidade onde atua. O mesmo protocolo serve para os familiares do profissional, que precisam apresentar a solicitação escrita da chefia imediata do parente.

MAIS RECURSOS – O governador Paulo Câmara sancionou, na manhã deste sábado, a lei que autoriza a aplicação de US$ 18 milhões em ações de enfrentamento ao novo coronavírus. As verbas são referentes ao saldo de operação de crédito do Governo de Pernambuco junto ao Banco Mundial. O montante é remanescente do Programa Pernambuco Rural Sustentável (PRS) e o excedente financeiro deve-se à supervalorização cambial, uma vez que o contrato foi firmado em 2012, quando o dólar estava cotado em R$ 1,55. “Esse investimento será importante para fortalecer a infraestrutura pública de saúde em Pernambuco. É fundamental destacar ainda que o redirecionamento dos recursos não traz nenhum prejuízo às ações e projetos desenvolvidos no âmbito do programa, que é gerido pelo ProRural”, afirmou Paulo Câmara.

SEI-PE

Boletim desta segunda-feira [22/06]: Com mais 381 confirmações e 18 mortes, Pernambuco tem 4.252 óbitos pela Covid-19

Foi o menor número de mortes por coronavírus em 24 horas desde o dia 20 de abril.

No mesmo dia em que o varejo e templos religiosos retomam suas atividades, o Estado confirmou, nesta segunda-feira (22), 381 novos casos de pessoas infectadas pelo coronavírus. De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) também foram confirmados 18 óbitos em decorrência da covid-19 nas últimas 24 horas. É o menor número de mortes confirmadas diariamente no Estado desde o dia 20 de abril, quando também foram registrados 18 óbitos.

Com os novos dados, Pernambuco agora totaliza 52.494 casos do coronavírus, desde o início da pandemia, com 4.252 pessoas que não resistiram à doença. Dos casos confirmados nesta segunda, 250 são casos leves e 131 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Já com relação ao número total de infectados, 34.265 casos foram considerados leves e 18.229 graves.

Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

Por Jornal do Commercio

Com 1 milhão de casos de Covid-19 em 8 dias, OMS alerta que pandemia continua acelerando no mundo

Efeitos serão sentidos ‘por décadas’

A pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, “continua acelerando” no mundo, com um milhão de casos registrados em apenas oito dias, advertiu nesta segunda-feira (22) o diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Sabemos que a pandemia é muito mais que uma crise de saúde, é uma crise econômica, social e, em muitos países, política. Seus efeitos serão sentidos durante décadas”, afirmou Adhanom Ghebreyesus em uma conferência virtual organizada por Dubai.

A advertência do diretor da OMS acontece no momento em que vários países entram em uma fase de flexibilização do confinamento para reativar suas economias.

Na semana passada, o diretor da OMS chamou esta nova fase de “perigosa”, ao destacar que apesar da necessidade de colocar um ponto final nas restrições, o vírus prosseguia com “propagação rápida” e continuava sendo “mortal”.

“Foram necessários mais de três meses para alcançar o primeiro milhão de casos registrados. O último milhão de contágios aconteceu em apenas oito dias “, afirmou Tedros.

Futuras pandemias

O diretor da OMS também pediu aos governos que se preparem para futuras pandemias que podem acontecer “em qualquer país a qualquer momento e matar milhões de pessoas, porque não estamos preparados”.

“Não sabemos onde nem quando acontecerá a próxima pandemia, mas sabemos que terá um impacto terrível sobre a vida e economia mundiais”, advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Até o momento, a pandemia do novo coronavírus matou 468.724 pessoas em todo o mundo, de acordo com o levantamento da universidade americana Johns Hopkins às 9h45 desta segunda-feira. A Covid-19 foi detectada pela primeira vez em dezembro, na China.

Os países mais afetados são Estados Unidos (119.977 mortos), Brasil (50.951), Reino Unido (42.717), Itália (34.634) e França (29.643), também segundo dados da universidade americana Johns Hopkins às 9h45 desta segunda-feira.

O Brasil tem mais de um milhão de casos de Covid-19 e as Américas são o atual epicentro da pandemia, com 20 mil mortos no México, mais de 8 mil no Peru e mais de 1 mil na Argentina.

Por France Presse

Ministério da Saúde anuncia parceria para desenvolvimento e produção da vacina de Oxford para Covid-19 no Brasil

O Ministério da Saúde anunciou neste sábado (27), uma parceria para o desenvolvimento e produção de vacina contra a Covid-19. — Foto: CDC/Unsplash

O Ministério da Saúde anunciou neste sábado (27), uma parceria para a pesquisa e produção nacional da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca.

O acordo prevê a compra de lotes da vacina e a transferência de tecnologia. Se demonstrada eficácia, serão 100 milhões de doses à disposição da população brasileira – em um primeiro momento, de pesquisa, serão 30 milhões entregues em dois lotes: 15 milhões de doses em dezembro de 2020, e 15 milhões em janeiro de 2021.

“Nesse primeiro momento, o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) vem pronto (do exterior)”, explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto. “Em um segundo momento ele vai ser processado e distribuído para a população brasileira.”

Em um comunicado, a pasta informou que governo federal aceitou uma proposta feita pela embaixada britânica e a farmacêutica para a cooperação no desenvolvimento tecnológico e acesso do Brasil à vacina ChAdOx1.

No Brasil, a tecnologia será desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que será preparada para fabricar a imunização distribuída no país com a tecnologia estrangeira.

Acordo em duas etapas

O acordo tem duas etapas, diz o ministério. A primeira, consiste na encomenda de frascos da imunização e também que o país assuma os custos de parte da pesquisa. O país se compromete a pagar pela tecnologia, ainda que não tenham se encerrado os estudos clínicos finais.

Em uma segunda fase, caso a vacina se mostre eficaz e segura, será ampliada a compra. Se a vacina for licenciada, a pasta estima a compra de mais 70 milhões de doses, no valor estimado de US$ 2,30 (cerca de R$12,60) por dose.

“Nessa fase inicial, de risco assumido, serão 30,4 milhões de doses da vacina, no valor total de U$ 127 milhões, incluídos os custos de transferência da tecnologia e do processo produtivo da Fiocruz, estimados em U$ 30 milhões. Os dois lotes a serem disponibilizados à Fiocruz, de 15,2 milhões de doses cada, deverão ser entregues em dezembro de 2020 e janeiro de 2021”, diz o comunicado.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, explicou em uma entrevista coletiva que há um “risco associado” a esta parceria.

“No desenvolvimento de uma encomenda tecnológica, existe um risco associado a ele. Os estudos preliminares de fase 1 e 2 mostram que tem uma resposta bastante significativa, mas se os estágios clínicos não se mostrarem seguros, teremos aprendido com o avanço tecnológico.”

Vacina de Oxford

Na sexta-feira (26), uma cientista da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que a vacina testada no Brasil contra a Covid-19, que é feita pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, é a mais adiantada no mundo e a mais avançada em termos de desenvolvimento.

Soumya Swaminathan disse também que uma outra vacina em fase de testes – idealizada pela empresa Moderna – “não está muito atrás” da potencial imunização da AstraZeneca. Os dois projetos estão entre as mais de 200 vacinas candidatas contra a Covid-19, das quais 15 já entraram na fase de testes clínicos, em humanos.

A vacina ChAdOx1está na fase 3 de desenvolvimento – última fase antes da aprovação e distribuição – e começou a ser testada nesta semana em voluntários brasileiros, em um estudo liderado no país pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Etapas para a produção

Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas para testar segurança e resposta imune. Primeiro há uma fase exploratória, com pesquisa e identificação de moléculas promissoras (antígenos).

O segundo momento é de fase pré-clínica, em que ocorre a validação da vacina em organismos vivos, usando animais (ratos, por exemplo).

Só então é chegada à fase clínica, em humanos, dividida em três momentos:

Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;

Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão
usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;
Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação
definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário.
Por G1

Laboratório chinês anuncia 90% de sucesso em testes de vacina contra coronavírus

Laboratório Sinovac fechou parceria com o governo de São Paulo para fazer fase 3 de testes contra a covid-19 no Brasil

O laborotatório chinês Sinovac anunciou neste domingo, 14, dois novos promissores avanços. Segundo a agência Bloomberg, mais de 90% das pessoas que receberam doses da vacina produziram anticorpos contra a covid-19 num intervalo de 14 dias. E não foram observados efeitos colaterais que coloquem em risco o prosseguimento do testes da vacina batizada de Coronavac.

O Sinovac é considerado um dos mais avançados na corrida por uma vacina contra o novo coronavírus. As informações são da revista Exame.

O Sinovac é o mesmo laboratório que fechou parceria com o governo de São Paulo para uma fase de testes com 9.000 pessoas, conforme anunciou o governador João Doria. O estado foi escolhido para uma terceira fase de testes, fundamental para a confirmação da eficácia da vacina, por ainda ter transmissão comunitária ativa do coronavírus. Segundo Doria, se tudo der certo a vacina, que pode vir a ser fabricada em parceria com o Instituto Butantã no Brasil, pode estar disponível no Sistema Único de Saúde em 2021.

Anúncio de domingo

O anúncio deste domingo refere-se a estágios anteriores de testes, as fases 1 e 2, feitas na China. Um total de 743 pessoas saudáveis com idades entre 18 e 59 anos receberam ou doses da vacina ou doses placebo de comparação. Segundo a Sinovac, as descobertas mais recentes serão publicadas em artigos científicos.

A vacina do Sinovac usa uma versão atenuada do Coronavírus, e está entre as cinco pesquisas chinesas que já atingiram o estágio de testes em humanos. Há outras vacinas promissoras em testes na Europa e nos Estados Unidos. Uma delas, do laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade Oxford, também será testada no Brasil, graças a uma parceria da Fundação Lemann com o Instituto D’Or. Neste sábado a AstraZeneca anunciou uma parceria com a União Europeia para a distribuição de até 400 milhões de doses da vacina.

Outra pesquisa, da Universidade Cambridge com o laboratório Moderna, entrará na fase 3 de testes nos Estados Unidos. No total, há mais de 130 vacinas contra a covid-19 em teste no mundo, com investimentos somados de 20 bilhões de dólares.

Brasil e Estados Unidos são os dois países mais atingidos pelo coronavírus. No sábado 13, o consórcio de veículos de imprensa que agrupa informações sobre a pandemia anunciou que o Brasil chegou a 42 mil mortes a mais de 850 mil casos confirmados.

Correio da Bahia

Vacinas contra a covid-19 na linha de frente irão para testes clínicos em breve, diz OMS

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira, 10, que as vacinas contra a covid-19 na linha de frente das pesquisas em andamento seguirão para testes clínicos “em breve”. Ele não mencionou, porém, prazos ou expectativas para uma eventual vacina eficiente para a doença.

Durante entrevista coletiva da entidade, Ghebreyesus disse que há “mais de 37 países” envolvidos no ensaio clínico Solidariedade da OMS, inclusive da América Latina. No caso das vacinas, ele notou que a entidade não tolerará qualquer teste direcionado para alguma população ou país como “cobaia”, mas buscará garantir que os protocolos sejam usados e aplicados da mesma maneira em todas as nações envolvidas.

Em outro momento, o diretor-geral pediu que exista um compromisso político dos países para que, quando uma vacina for encontrada, ela esteja disponível para todos

China

Diretor executivo da OMS, Michael Ryan foi questionado sobre um estudo da Escola de Medicina de Harvard, segundo o qual o novo coronavírus poderia ter surgido antes do que se sabe na China. “Não há evidência per se do que o que foi suposto de fato ocorreu”, afirmou Ryan sobre o assunto.

O estudo usava imagens de satélite para monitorar o tráfego em seis hospitais de Wuhan, epicentro da pandemia, e descobriu um aumento significativo do tráfego nesses centros a partir de agosto, com pico em dezembro. Ryan disse que a investigação mostrava um uso interessante de informações do tipo, mas pediu “cautela quando se faz essas associações” de que a covid-19 teria então surgido antes.

O diretor executivo disse que já houve análise exaustivas sobre as informações disponíveis sobre o novo coronavírus, para buscar as respostas sobre ele, mas disse que a OMS não “especularia” sobre essas conclusões do estudo citado.O governo da China rejeitou na terça a conclusão da pesquisa.

UTIs

Ryan afirmou que há “muitas outras considerações que devem ser feitas”, além da taxa de ocupação de UTIs, para se decidir sobre o relaxamento da quarentena, diante da pandemia de coronavírus. “Se tivesse 1 milhão de leitos de UTI, está tudo bem se tiver 1 milhão de pacientes em estado grave?”, questionou, durante entrevista coletiva da entidade. Ele admitiu que muitos países “enfrentam escolhas muito difíceis” nesse processo de reabertura e também lembrou o impacto econômico com as medidas de distanciamento social.

Ryan lembrou ainda que muitos países tiveram de recorrer às quarentenas por estarem em um quadro de rápida disseminação da doença e sem controle sobre por onde exatamente o vírus circulava. Além disso, apontou que as nações escolheram estratégias distintas, com mais ou menos controle da população. Segundo ele, os países que agiram mais cedo e de modo abrangente tenderam a fazer menos quarentenas rígidas para proteger seus sistemas de saúde. “O tempo dirá quem fez isso na hora certa e na melhor combinação”, disse.

Época/NEGÓCIOS

30 detentos testam positivo para Covid-19 em Petrolina

Nesta terça-feira (23), 68 novos casos de Covid-19 foram registrados em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Destes, 30 correspondem a detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes que testaram positivo para a doença. De acordo com boletim divulgado pela prefeitura, nos próximos dias haverá mais testagens na unidade prisional, com o total de 1.475 testes. Na Cadeia Pública Feminina nenhuma detenta foi positivada para Covid-19.

Dos 68 novos casos, 38 são homens com idades entre 26 e 59 anos e 21 mulheres de um a 58 anos. Sete resultados foram analisados pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE) e outros dois por um laboratório privado. Dentre os exames laboratoriais estão cinco 5 homens, com idades entre nove meses de vida e 85 anos e quatro mulheres, com idades entre 33 e 41 anos.

O município contabiliza agora, 651 casos do novo coronavírus, com 182 curas e 22 óbitos. Do total, 494 foram confirmações por testes rápidos e 157 diagnosticados através de exames laboratoriais.

Recife e mais sete capitais brasileiras não estavam prontas para flexibilizar, diz pesquisa de Oxford

São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Goiânia, Manaus e Porto Alegre ‘não atenderam aos critérios da OMS, embora as políticas de resposta à Covid-19 tenham reduzido a mobilidade’, de acordo o levantamento.

Oito das principais capitais do Brasil não estavam prontas para flexibilizar as medidas de isolamento social, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford publicada nesta segunda-feira (22).

São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Goiânia, Manaus e Porto Alegre “não atenderam aos critérios da OMS, embora as políticas de resposta à Covid-19 tenham reduzido a mobilidade” dos habitantes, diz a pesquisa.

As principais deficiências, segundo os autores, são as seguintes:

  • Não há testes em volume adequado
  • Não há um programa de rastreamento de contato para tentar conter o contágio
  • Os brasileiros não sabem o que fazer se apresentarem sintomas ou se tiverem contato com pessoas que tiverem sintomas

A Escola de Governo da Universidade de Oxford tem analisado a forma como 170 países deram respostas à epidemia do coronavírus.

A pesquisa levantou quais foram as políticas públicas implementadas, e com qual grau de rigidez, em cada um deles.

Há alguns países, especialmente aqueles que se organizam como uma federação, onde as decisões dos governos subnacionais são relevantes. É o caso do Brasil.

O Brasil foi o primeiro para o qual foi feito um estudo com dados de unidades subnacionais –estados e municípios.

O projeto no país é resultado de um projeto realizado por pesquisadores da Blavatnik School of Goverment, de Oxford, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas e da Universidade de São Paulo.

Equipe da USP e da FGV levantaram as medidas para as unidades federativas.

“Para esse estudo, foi feita uma pesquisa telefônica entre 6 e 27 de maio, com 1.654 pessoas, para avaliar qual é o entendimento das pessoas a respeito da crise da Covid-19 e o que é preciso fazer.

Por fim, também foram levados em consideração os dados de mobilidade com base nos deslocamentos de telefone celular.

“Com os dados que coletamos, as cidades não atingiram os critérios da OMS para que a flexibilização fosse feita de forma segura”, afirma Beatriz Kira, autora e pesquisadora na Escola de Governo de Oxford.

Problemas com os testes

Um dos principais problemas encontrados pelos autores é a falta de testagem.

Entre as pessoas ouvidas que afirmaram ter tido sintomas, 13% foram testadas a tempo e 7% disseram que tentaram fazer o teste, mas não conseguiram. “De fato, o único fator que previu significativamente a realização de um teste, no período anterior à pesquisa e enquanto a carga viral ainda era detectável, era ter uma renda mensal de pelo menos 10 salários mínimos”, diz a pesquisa.

Falta de compreensão

As pessoas sabem quais são os sintomas da Covid-19 e sabem que não se trata de uma gripe comum.

Há, no entanto, uma falta de compreensão em relação ao que fazer se se entrar em contato com o vírus.

Se alguém tem sintomas ou se tiver contato com alguém que teve sintomas, é preciso ficar completamente isolado, sem nem mesmo ir ao mercado para comprar comida durante duas semanas.

A maioria das pessoas (95%) não faz distinção entre o isolamento que todos devem fazer, em que há possibilidade para atividades essenciais, com o de quem tem sintoma ou se expôs a quem tem sintomas.

Programa de rastreamento

Um programa de rastreamento possibilita interromper a transmissão: as autoridades de saúde identificam as pessoas que entraram em contato com contaminados, orientam a fazer um isolamento severo, para interromper a disseminação, e, assim, estancam o surto da doença.

É algo que tem sido muito discutido no Reino Unido, diz Kira. As cidades brasileiras não têm isso.

O que fazer

O estudo traz recomendações de políticas públicas a serem adotadas.

Uma delas é melhorar as campanhas públicas de informação para que as pessoas que têm sintomas –ou para quem entrou em contato com os sintomáticos– se auto-isolem totalmente.

É preciso incentivar empresas e empregadores a implementarem mais completamente medidas de distanciamento físico nos locais de trabalho.

O estudo recomenda prolongar o período do auxílio emergencial além dos 3 meses iniciais, especialmente enquanto locais de trabalho permanecerem fechados. “É importante considerar que é improvável que a renda dos trabalhadores informais se recuperará rapidamente após a reabertura dos locais de trabalho.”

Por fim, sugere expandir os testes e estabelecer uma política para rastreamento de contatos.

G1 Bem-Estar

Consórcio: Brasil tem 41.058 mortos e mais de 800 mil casos

A mass burial of people who passed away due to the coronavirus disease (COVID-19) takes place at the Parque Taruma cemetery in Manaus, Brazil May 13, 2020. REUTERS/Bruno Kelly

O Brasil já soma 41.058 mortes causadas pelo novo coronavírus e 805.649 pessoas infectadas, segundo levantamento conjunto feito pelos veículos de comunicação Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL e divulgado na noite desta quinta-feira, 11. Dados atualizados até as 20h mostram que, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.261 novos óbitos e 30.465 casos de contaminação pela covid-19. O País segue como o terceiro do mundo com mais mortos pelo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. São Paulo continua sendo o Estado mais afetado pelo vírus e já ultrapassou a marca das 10 mil mortes pela doença em um momento de flexibilização da quarentena e retomada das atividades econômicas. Uma projeção feita na quarta-feira, 10, pelo próprio governo estadual estima que esse número possa mais que dobrar e chegar a 22 mil até o final de junho. A projeção também aponta que, até o fim deste mês, entre 190 mil e 265 mil casos sejam confirmados. O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os jornalistas dos seis meios de comunicação, que uniram forças para coletar junto às secretarias estaduais de Saúde e divulgar os números totais de mortos e contaminados. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, o que ocorreu a partir da semana passada. Mesmo com o recuo do Ministério da Saúde, que voltou a divulgar o consolidado de casos e mortes, o consórcio dos veículos de imprensa segue com o objetivo de informar os brasileiros sobre a evolução da covid-19 no País, cumprindo o papel de dar transparência aos dados públicos. Nesta quinta-feira, a pasta informou, por volta das 18h30, que o Brasil contabilizou 1.239 óbitos e mais 30.412 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Com isso, segundo o Ministério da Saúde, no total são 802.828 casos confirmados e 40.919 mortes causadas pelo coronavírus.

“Lembro que já tivemos ministro da Saúde”, diz Moro sobre 50 mil mortos

Após o Brasil atingir a marca de 50 mil mortos pelo novo coronavírus, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro afirmou que o País já teve ministro da Saúde. A indicação foi feita pelo ex-juiz no Twitter, ao compartilhar publicação do ex-chefe da pasta Luiz Henrique Mandetta, que por sua vez declarou que ‘não queria atingir tal marca’ e que ‘governos passam’.

A marca de 50 mil mortes por covid-19 foi superada neste sábado, 20, pouco mais de três meses após o registro do primeiro óbito pela doença no País. Até às 13h deste domingo, 21, o Brasil totalizava 1.073.376 casos confirmados do novo coronavírus e 50 182 mortes, mostra o Consórcio de veículos de imprensa.

Mandetta deixou o Ministério da Saúde no dia 16 de abril, dispensado pelo presidente Jair Bolsonaro. Logo depois Moro deixou o cargo à frente do ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao anunciar sua demissão, o ex-juiz acusou o presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal, o que motivou a abertura de um inquérito junto ao Supremo Tribunal Federal.

O sucessor de Mandetta foi o médico Nelson Teich, que ficou somente 28 dias no cargo. Assim como seu antecessor, deixou o governo após confrontos com Bolsonaro sobre a melhor estratégia de combate à pandemia do novo coronavírus.

Desde a saída de Teich, quem comanda a pasta interinamente é o general Eduardo Pazuello, que atendeu o desejo do presidente e publicou um protocolo liberando o uso da cloroquina para todos os pacientes de covid-19 e também chegou a contrariar as recomendações do próprio Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) participando de ato pró-governo ao lado de Bolsonaro.

Na penúltima semana, o ministro ‘virou meme’ após dizer que as regiões Norte e o Nordetse estavam mais ligadas ao inverno no hemisfério norte por causa da posição geográfica e assim estariam em outro momento da pandemia do novo coronavírus.

Corrreio Braziliense

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