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Pernambuco tem 593 profissionais de saúde com coronavírus

O governo de Pernambuco divulgou que, dos 1.683 casos confirmados da doença, 593 são profissionais de saúde.

O Governo do Estado, também, divulgou ontem,que abriu mais de 60 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para atendimento de pacientes com o novo coronavírus. Desses, 40 foram abertos no Hospital de Referência Covid-19, onde antes ficava o Hospital Alfa, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa transmitida pela internet. De acordo com o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, os outros 20 leitos de UTI abertos são geridos pela organização social do Hospital Tricentenário, onde há 10 dessas vagas. As outras 10 ficam na Maternidade Brites de Albuquerque. Ambas as unidades de saúde ficam em Olinda.

O governo também informou que há, até esta quinta-feira (16), 537 leitos abertos para o tratamento da doença, sendo 254 de UTI.

“No Hospital de Referência Covid-19, hoje, já tínhamos oito leitos dos dez disponíveis ocupados. Mas à noite outros dez devem estar em operação. Temos tentado estar sempre à frente da doença e estamos trabalhando no nosso limite para dotar o sistema de saúde de ferramentas para enfrentar a pandemia”, afirmou Longo.

Por G1 – PE/Foto: reprodução

Prefeitura confirma quinto caso do novo coronavírus em Petrolina

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O quinto caso de infecção pelo novo coronavírus foi confirmado nesta segunda-feira (13) em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a prefeitura, a paciente de 46 anos teve contato com a terceira paciente testada positivo para a doença no município.

A paciente está em isolamento domiciliar, assim como as pessoas que tiveram contato com ela. Todos estão sendo monitorados pela Secretaria de Saúde de Petrolina.

Petrolina contabiliza cinco casos testados positivo para Covid-19, sendo que um paciente está recuperado. Três pacientes seguem internados em hospitais das redes pública e privada. O estado de Pernambuco soma 1.154 casos confirmados do novo coronavírus, com 102 óbitos.

Por G1 Petrolina

Anvisa faz alerta sobre túneis e câmaras de desinfecção de pessoas

GDF instala Cabine de Desinfecção no Palácio do Buriti

Adoção desse mecânismo não invalidaria o vírus dentro do corpo humano

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota na qual afirma “faltar evidências científicas” de que o uso de estruturas como câmaras, cabines e túneis para desinfecção de pessoas tenha eficácia, enquanto medida preventiva contra o novo coronavírus (covid-19).

De acordo com a autoridade sanitária, “a duração de 20 a 30 segundos para o procedimento não seria suficiente para garantir o processo de desinfecção”. Além disso, a nota técnica, divulgada na noite desta quarta-feira (13) pela Anvisa, reforça que a adoção desse mecanismo “não inativaria o vírus dentro do corpo humano, além de poder causar danos à saúde de quem se submetesse à desinfecção com saneantes aplicados diretamente na pele e nas roupas”.

Ao citar algumas particularidades dos procedimentos adotados para evitar a introdução e a disseminação do vírus em ambientes controlados, como hospitais e laboratórios de alta segurança, a Anvisa acrescenta que. embora tenham características comuns, ambientes hospitalares e de laboratórios não são iguais, exigindo, portanto, “regras e protocolos diferentes, uso de produtos e procedimentos seguros, práticas rígidas de higienização das mãos, corpo, roupas, salas e utensílios, além de adotarem equipamentos de proteção individual (EPIs) muito específicos, entre outras características”.

Ainda de acordo com a nota técnica da Anvisa, produtos químicos usados nos saneantes aprovados são destinados à limpeza e higienização de superfícies como móveis, bancadas, pisos, objetos e paredes. Tais produtos, ao entrarem em contato com a pele ou aplicados diretamente sobre ela, “podem causar danos e efeitos adversos”, alerta a agência.

No caso do peróxido de hidrogênio, alerta a Anvisa, sua inalação pode causar irritação no nariz, garganta e vias respiratórias, podendo provocar bronquite ou até mesmo edema pulmonar. Outro produto usado em alguns desses equipamentos, os quaternários de amônio podem causar irritação na pele e nas vias respiratórias, além de reações alérgicas.

Quanto ao gás ozônio, até mesmo uma exposição leve ou moderada produz problemas nas vias respiratórias e irritação nos olhos. “Dependendo do tipo de exposição, pode causar desconforto respiratório e outros danos, podendo levar a óbito”, complementa a nota.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

R$ 500 para pacientes que ficarem em centros de acolhimento

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O governo estadual vai enviar para aprovação da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) um projeto de lei que prevê o pagamento de uma bolsa de R$ 500 a pessoas com sintomas leves da Covid-19 e que concordarem em sair de casa para ir para centros de acolhimento. A novidade foi anunciada durante entrevista coletiva do governador Rui Costa e do prefeito de Salvador, ACM Neto, na tarde desta quinta-feira (7). O governador lembrou que, na Bahia, as medidas de restrição de convívio social foram adotadas de modo progressivo, de acordo com a realidade de cada município, sempre ajustando as ações com o poder público local. “Na Bahia, são três mil pessoas com vírus ativo, que ainda não estão curadas e têm grande potencial de transmissão. Tentando garantir que essas pessoas não estão contaminando outras, nos veio a ideia de pagar a bolsa de R$ 500, além de duas cestas básicas e assistência médica que já eram ofertadas antes. O projeto de lei deve ser enviado para Assembleia Legislativa ainda nesta semana e determinará um limite de mil pessoas por cidade ou de acordo com um teto com base nos casos ativos registrados”, explicou.

Por Rede Brasil de Notícias

Ministério da Saúde só gastou 29,3% de recursos para combater covid-19

Só uma parcela da verba disponível tem sido usada pelo Ministério da Saúde para enfrentar a doença
Com o número de vítimas do novo coronavírus no País se multiplicando em ritmo acelerado, a necessidade de recursos para prevenção e combate à pandemia parece ilimitada. Mas só uma parcela da verba disponível tem sido usada pelo Ministério da Saúde para enfrentar a doença.

Segundo o Painel do Orçamento Federal, elaborado com base nos dados mais recentes do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), de 22 de junho, o ministério só gastou até agora R$ 11,5 bilhões dos R$ 39,3 bilhões liberados pelo governo – 29,3% do total. Outros R$ 2,1 bilhões (5,3%) já estão comprometidos com o pagamento de contas, mas ainda não saíram do caixa.

É certo que a execução do orçamento é um problema crônico do setor público brasileiro, nos três níveis de governo – federal, estadual e municipal. É comum os gestores chegarem no final do ano com sobras de caixa, porque não conseguem fazer o dinheiro chegar na ponta, seja pela burocracia intransponível da “máquina”, seja pela incapacidade de gestão e pela dificuldade de transformar planos em realidade.

“O Estado brasileiro é paquidérmico”, afirma o economista Felipe Salto, diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, e colaborador do Estadão. “Da mesma forma como é difícil fazer um ajuste fiscal, não é fácil gastar rápido.”

Mesmo em comparação com outros órgãos que receberam recursos para enfrentar a pandemia, o desempenho do Ministério da Saúde deixa a desejar. Ainda de acordo com dados do Painel do Orçamento, do total de R$ 404 bilhões liberados pelo governo em verbas adicionais para combate à pandemia, incluindo recursos para aliviar seu impacto econômico e social, R$ 177,4 bilhões (43,9%) foram gastos de fato pela União.

Além disso, R$ 121,6 bilhões (30,1%) foram empenhados para pagar contas pendentes. Não é nenhuma maravilha em termos de capacidade de execução, mas pelo menos traduz um desempenho mais efetivo.

“Alguns programas são mais fáceis de agilizar o pagamento. Quando você tem de fazer uma transferência de renda para uma pessoa, é claro que tem toda a questão operacional, de como viabilizar isso, se vai ser pela Caixa, se será por meio de uma transferência bancária ou por meio de um cartão concedido a cada beneficiário. Mas, tirando isso, é uma coisa relativamente rápida”, afirma Salto.

“Agora, quando a gente está falando de saúde, é mais complicado, porque pode envolver contratos, compras, processos burocráticos. Por isso, o Congresso aprovou aquela PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento de Guerra, que acabou sendo promulgada, prevendo a possibilidade de dispensar as licitações para acelerar os processos de compras.”

Ainda assim, de acordo com ele, “está faltando gestão” na Saúde. “É claro que a gente vai saber melhor o que está acontecendo depois, quando o TCU (Tribunal de Contas da União) fizer uma apuração dessa letargia”, diz. “Mas o que dá para dizer desde já é que o Estado brasileiro não está preparado para fazer gastos com eficiência. Infelizmente, a gente está vendo isso da pior forma possível.”

Falta de continuidade

Uma parte considerável do problema se deve, em sua avaliação, à interferência do presidente Jair Bolsonaro na pasta, às divergências sobre o que fazer e à falta de continuidade administrativa, em decorrência da troca constante de ministros e da saída de técnicos envolvidos desde o princípio com a gestão da crise.

A indicação de um militar para o ministério, o general Eduardo Pazuello, sem experiência na área, para comandá-la em meio a uma pandemia, não ajuda. Salto lembra, porém, que, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o senador José Serra (PSDB-SP) foi nomeado ministro da Saúde, ele também não era do ramo, mas conseguiu fazer o processo andar, ao colocar gente respeitada do setor embaixo dele para auxiliá-lo.

“Você precisa de um ministro da Saúde de peso, que tenha capacidade administrativa para fazer as coisas funcionarem. Se isso já vale nos períodos normais, imagine numa crise como essa”, diz. “Agora se você fica trocando de ministro como quem troca de roupa e não tem uma referência clara no comando, fica difícil. O Pazuello pode ter as qualidades dele, mas não tem retrospecto nisso aí.”

Antes de Pazuello, o ministério foi comandado durante a pandemia pelos médicos Luiz Henrique Mandetta, que deixou o governo em abril, e Nelson Teich, que saiu em maio.

Procurado pelo Estadão para comentar a baixa aplicação do dinheiro recebido durante a crise, o Ministério da Saúde avalizou os números publicados acima, mas preferiu se manifestar sobre o assunto por escrito, por meio de nota oficial.

“Parte considerável das despesas não executadas é relativa a aquisições diretas, do próprio Ministério da Saúde, especialmente de EPIs (equipamentos de proteção individual) e respiradores, cujos pagamentos são efetuados após o recebimento”, diz a nota. “Acrescente-se também que os repasses e pagamentos mensais são realizados em parcelas e não de forma única, a exemplo da contratação de profissionais pelo programa ‘Mais Médicos’ e pela estratégia ‘O Brasil Conta Comigo’.”

Verba ‘empoçada’

Conforme a nota do ministério, do total de gastos já efetuados, R$ 9,5 bilhões foram repasses já feitos aos entes subnacionais, para reforçar a estrutura hospitalar. O ministério lista também uma série de ações que empreendeu, para mostrar que não está parado e justificar os gastos realizados no enfrentamento da pandemia.

Fazem parte da lista a habilitação de 8.674 leitos de UTI exclusivos para pacientes do novo coronavírus, ao custo de R$ 1,24 bilhão transferido de uma só vez a Estados e municípios e a compra e a distribuição de 115,2 milhões de EPIs para profissionais de saúde, como máscaras, luvas, aventais e álcool em gel, e de mais 240 milhões de máscaras da China, que estão chegando ao País com apoio logístico do Ministério da Infraestrutura.

A lista inclui, ainda, a compra e a distribuição de 11,3 milhões de medicamentos (2,9 milhões de comprimidos de cloroquina e 8,4 milhões de cápsulas de oseltamivir), de cerca de 10 milhões de testes e de 3.854 ventiladores pulmonares, além da contratação de mais de seis mil profissionais de saúde, para reforçar o atendimento à população.

Agência Estado via Correio Braziliense

Boletim desta segunda [15/06]: PE confirma 246 casos de coronavírus e 31 óbitos

É o menor número confirmado em 24 horas desde o dia 5 de maio

Após iniciar a quarta fase do plano de reabertura econômica nesta segunda-feira (15), Pernambuco confirmou mais 246 casos de coronavírus. É o menor número confirmado em 24 horas desde o dia 5 de maio. No dia 4 de maio, o Estado confirmou 220 casos. Também foram confirmadas 31 mortes em decorrência da covid-19. Com esses números, agora Pernambuco totaliza 45.507 pessoas infectadas pelo vírus, desde o início da pandemia, e 3.886 óbitos.

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), dos novos casos confirmados nessa segunda, 143 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 103 como leves. Já com relação ao total de casos, 17.246 são graves e 28.261 leves.

O boletim também registrou 28.894 pessoas curadas da covid-19 no Estado. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

Nesta segunda-feira, cem dos 185 municípios de Pernambuco entram na quarta fase do Plano de Convivência das Atividades Econômicas que estavam paralisadas por conta da pandemia do novo coronavírus. Nesta etapa, podem funcionar lojas de varejo com até 200 m²; serviços de venda, locação e vistoria de veículos com 50% dos funcionários; salões de beleza e serviços de estética e treinos de futebol profissional. O plano da reabertura gradual da economia foi anunciado pelo governo no dia 1° de junho de 2020, 82 dias após a confirmação dos dois primeiros casos da covid-19.

Segundo o governo estadual, ficam de fora da nova etapa 85 municípios do Agreste e das Zonas da Mata Sul e Norte porque as cidades das regiões de Palmares, Goiana, Caruaru e Garanhuns não mostraram tendência de queda no número de novos casos e apresentaram aumento na demanda por leitos de terapia intensiva. Além dos serviços essenciais, como farmácias e supermercados. Já estavam funcionando lojas de construção, comércio atacadista e drive-thru nos shoppings. O setor de construção civil também foi liberado. Todos com protocolos específicos de higiene.

Por Jornal do Commercio

Novo coronavírus: Isolamento social cada vez mais necessário – Por José Dantas, vereador do Jatobá – PE

A Prefeitura de Jatobá acaba de decretar a obrigatoriedade do uso de máscaras, por parte dos trabalhadores que exercem atividades essenciais. Muito boa a medida; tímida, porém, porquanto diante do quadro cada vez mais assustador da Pandemia, haja visto, inclusive a divulgação de um caso do COVID 19, confirmado no Município, necessário se faz uma maior ação de parte do Poder Público; por exemplo, a decretação da obrigatoriedade do uso de máscaras no Município, por todas as pessoas que por qualquer motivo tenha de sair de casa.
O Município vizinho, Petrolândia, assim já o fez. E, para viabilizar a utilização de máscaras, por todas as pessoas que tenham de sair de casa, seria importante que o Município, utilizando-se de parte dos recursos recebidos do Governo Federal, para combate ao CORONAVÍRUS, viesse a distribuir máscaras gratuitamente às pessoas de menor puder aquisitivo; inclusive, incentivando a produção desse EPI, de forma artesanal, através das costureiras existentes no Munícipio, minorando assim, a situação dessas profissionais, que certamente encontram-se em situação de dificuldades.
A exemplo do que fizemos em relação à merenda escolar, quando solicitamos da administração municipal a distribuição aos alunos, mesmo durante o período em que as aulas permanecerem suspensas, o que registre-se, tivemos provida nossa solicitação; consoante matéria recentemente publicada no Portal Jatobá; assim também, por aqui reivindicamos a gestora do Município, que faça pôr em prática as providências acima apontadas, medidas que são de extrema relevância para a saúde do povo jatobaense; e que, contribuirão certamente, para diminuição do alastramento deste miserável CONORAVÍRUS.
Por favor, SE PUDER FIQUE CASA!!! Por José Dantas de Lima Vereador de Jatobá (PE) Foto: Portal TV Camarote

Pernambuco contabilizou 1.224 mortes e 14.901 confirmações pelo novo coronavírus

Mais 67 óbitos e 592 casos da Covid-19 foram confirmados em Pernambuco nesta quarta-feira (13). Com isso, desde março até essa data, o estado contabilizou 1.224 mortes e 14.901 confirmações dessa doença causada pelo novo coronavírus.

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta quarta-feira (13), dos 592 novos casos da Covid-19 em Pernambuco, 232 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 360 são casos leves. No acumulado, o estado tem 7.876 graves e 7.025 leves.

Informações sobre a faixa etária e os municípios onde ocorreram esses novos 67 óbitos e também o número de curas clínicas no estado devem constar no detalhamento do boletim a ser divulgado pelo governo estadual à noite.

Plasma de recuperados da Covid-19 será usado para tratar pacientes graves em Pernambuco

Pesquisadores de todo o mundo empreendem uma corrida contra o tempo em busca de uma vacina ou medicamento eficaz para tratar a Covid-19, doença que já tirou a vida de mais de meio milhão de pessoas. Um dos tratamentos experimentais é o uso do plasma, a parte líquida do sangue, de quem foi infectado pelo novo coronavírus. Quem se cura da infecção por Sars-CoV-2 desenvolve anticorpos que podem ajudar na recuperação daqueles pacientes em estado mais grave.

Os médicos esperam que os infectados que recebem o plasma tenham uma recuperação mais rápida, um menor tempo de internação e um risco menor de morte. Um grupo de pesquisadores pernambucanos, liderado pelo infectologista e professor da Universidade de Pernambuco (UPE) Demócrito Miranda Filho, começa na próxima quarta-feira (1º) estudos com a transfusão de plasma.

Primeiramente, serão coletadas 300 amostras de 250 mL cada de plasma de doadores, que devem ser homens com idades entre 18 e 69 anos, recuperados da doença há mais de 30 dias e que possuam um exame laboratorial que confirme a infecção por Covid-19. O cadastro será disponibilizado no site do Hemope e poderá ser também feito pelo telefone 0800.081.1535. Os possíveis doadores deverão preencher um formulário, o que pode ser feito tanto na página, quanto na ida para a coleta.

Existe uma regulamentação que versa sobre o uso de plasma de mulheres em procedimentos do tipo. “Mulheres que já engravidaram podem ter no sangue alguns anticorpos que podem causar uma reação que não é desejável. Existe uma regra geral de não se usar plasma de mulher para qualquer procedimento”, explica Demétrio.

De acordo com o infectologista, a técnica de transfusão de plasma já foi usada em outras doenças no passado, quando não haviam tratamentos mais eficazes, inclusive com infecções respiratórias, como a Covid-19. “Há essa fundamentação de que no plasma de uma pessoa que passou recentemente por uma doença há anticorpos, porque produzimos anticorpos contra o vírus. Acreditamos que, quanto mais recente em relação à infecção, maior a chance de ter uma quantidade maior de anticorpos que podem ser eficazes contra o vírus. Nos baseamos nessa informação. Os anticorpos podem até não ser eficazes, mas existe uma base teórica que fundamenta isso”, detalha o infectologista.

Apesar de não haver a doação de plasma de mulheres, pacientes de ambos os gêneros receberão a transfusão. O estudo será feito com pacientes internados em estado grave no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape) e no Hospital das Clínicas (HC), todos no Recife.

Serão 110 pacientes incluídos no grupo que vai usar plasma e outros 110 no grupo-controle, o grupo que será comparado. “A coleta de doadores começa na quarta-feira. Na segunda quinzena de julho devemos começar o estudo de campo nos hospitais”, pontua Demócrito.

Resultados
Ainda não há resultados sobre o uso do plasma sanguíneo em outros pacientes pelo mundo, segundo Demétrio. Há alguns relatos de casos na China, logo no começo da pandemia, mas com um grupo de pacientes reduzido. “Existem dois tipos de estudos que usamos na ciência para referência. [Na China] usaram 10 pacientes e relataram que esses pacientes graves se saíram bem, mas não há um grupo de comparação. Quando não há um grupo de comparação você não pode dizer que é um tratamento melhor que o outro”, esclarece o infectologista.

Após os relatos, são indicados os ensaios clínicos, como o que será feito em Pernambuco. Nessa modalidade, os estudos seguem um protocolo específico, no qual se comparam dois grupos: um no qual é feita a intervenção – nesse caso, com o plasma – e outro com uma comparação para referência, que pode ser, por exemplo, o tratamento padrão já feito pelo hospital. “No fim, você compara os dois grupos e analisa quem se beneficiou mais no tratamento. Então você tem como afirmar se a intervenção que você está propondo é superior ao tratamento. É o que vamos fazer agora”, conclui Demócrito.

Por Fabio Nóbrega

FolhaPE

Brasil tem 46.679 mortes e 960.640 casos, aponta consórcio

O Brasil tem 46.679 mortes e 960.640 casos de Covid-19, informa o levantamento realizado com dados das secretarias estaduais de Saúde, obtidos por um grupo de veículos de imprensa, formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, fechado às 8h desta quinta-feira. Foram mais 14 óbitos e 331 novos infectados em comparação com o último boletim publicado, às 20h da última quarta-feira. Apenas Goiás e Roraima atualizaram seus dados nesta manhã. De terça para quarta-feira, o Brasil registrou 1.209 novos óbitos e 31.475 novas infecções por coronavírus, de acordo com boletim divulgado às 20h pelo consórcio de veículos de imprensa. Agora, o país contabiliza 46.665 mortes e 960.309 contaminações em decorrência da Covid-19, aproximando-se da marca de um milhão de infectados.

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