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Explosões em igrejas do Sri Lanka deixam mais de 200 mortos

As primeiras seis explosões ocorreram por volta das 8h45 no horário local (23h30 de sábado em Brasília), em pelo menos três hotéis de luxo

Uma série de pelo menos oito ataques a bomba contra quatro hotéis, três igrejas -onde muitos cristãos comemoravam o Domingo de Páscoa- e um condomínio deixou ao menos 207 mortos e mais de 500 feridos neste domingo (21), no Sri Lanka. As primeiras seis explosões ocorreram por volta das 8h45 no horário local (23h30 de sábado em Brasília), em pelo menos três hotéis de luxo e também em uma igreja na capital Colombo. Houve também explosões em igrejas em Katana, no oeste do país, e em Batticaloa, no leste da ilha, informou à agência de notícias Efe o porta-voz da polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara. A sétima explosão aconteceu no começo da tarde (fim da madrugada em Brasília) em uma pensão situada a cerca de 100 metros do zoológico de Dehiwala, a 10 quilômetros ao sul do centro de Colombo. Logo depois, veio o oitavo ataque, desta vez em um condomínio residencial em Dematagoda, também na capital.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostram a magnitude da explosão em pelo menos uma das igrejas, com o teto do templo semidestruído, escombros e corpos espalhados enquanto o povo tenta socorrer os feridos. Os fiéis comemoravam hoje o Domingo de Páscoa, o dia mais importante dentro dos ritos da Semana Santa. Os ataques contra minorias religiosas na ilha vêm se repetindo, os últimos de relevância em 2018, quando o Governo teve que declarar estado de emergência depois de confrontos entre muçulmanos e budistas. No Sri Lanka a população cristã representa 7%, enquanto os budistas são cerca de 70%, os hinduístas 15% e os muçulmanos 11%. ATUALIZADA – a polícia prendeu treze suspeitos. Todos são moradores do país, porém as autoridades supõem que também haja conexões com o estrangeiro, informou o chefe de governo Ranil Wickremesinghe. Segundo balanços iniciais, entre os mortos no total de oito atentados há pelo menos 32 estrangeiros de oito países – Bélgica, China, Estados Unidos, Índia, Holanda, Portugal, Reino Unido e Turquia. No mínimo, 470 pessoas ficaram feridas.

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