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Gabarito da prova de concurso valia R$ 10 mil, segundo delegados; secretário volta a descartar anulação

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O gabarito da prova do concurso público para a Guarda Civil Municipal (GCM) de Petrolina valia R$ 10 mil. Esse foi um dos principais detalhes repassados pela delegada seccional Isabella Pessoa e o delegado responsável pela Operação Test Failed, Gregório Ribeiro, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (1) na sede da Polícia Civil (PC). O secretário-executivo de Segurança Pública da prefeitura, José Silvestre, também participou.

A ação, realizada na tarde de ontem (30/06), impediu uma tentativa de fraude ao concurso. O esquema já vinha sendo monitorado pela PC, juntamente com o serviço de inteligência. O líder é um ex-sargento do Exército Brasileiro, Dionísio Felipe dos Santos Júnior. Ele também faz parte do quadro de funcionários do IF Sertão-PE.

O delegado Gregório Ribeiro que três candidatos presos em flagrante teriam comprado o gabarito da prova por R$ 10 mil ao professor Dionísio Felipe. Para realização do esquema, eles teriam que enviar fotos da prova para Dionísio, que responderia e enviaria as respostas por mensagem de texto.

O professor foi preso em casa, após enviar as respostas. O policial militar Jaílton Feitosa de Souza, que estaria ajudando o professor, também foi detido no local. O PM ainda quebrou o próprio celular na tentativa de eliminar possíveis provas. Durante a realização da prova, outras cinco pessoas também foram conduzidas à delegacia por esconderem aparelhos celulares. “Com a ação, a Polícia Civil garantiu para a sociedade lisura e credibilidade ao concurso e atuou para expurgar qualquer irregularidade que pudesse acontecer, com a prisão em flagrante dessas pessoas”, avaliou a delegada Isabella.

Concurso assegurado

Questionado sobre a possibilidade de anulação do exame, José Silvestre reiterou o que já havia dito ao Programa Carlos Britto, na Rural FM, de que a tentativa de fraude não prejudicou o exame. “As pessoas que receberam as mensagens não chegaram a preencher os cartões de respostas e já foram eliminadas do certame. A organização do concurso entende que não há necessidade de cancelar a prova, visto que não houve vazamento da avaliação e, até agora, não há indícios de que a tentativa de fraude tenha corrompido o exame”, pontuou. A Civil vai continuar investigando o caso.

Por Carlos Brito

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