Início Notícias Gafanhotos invadem condomínio na Zona da Mata de Pernambuco

Gafanhotos invadem condomínio na Zona da Mata de Pernambuco

127
0

Gafanhotos invadiram um condomínio localizado em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, nesta sexta-feira (26). Os bichos, de acordo com moradores, tomaram conta do jardim e comeram as plantas.

Vídeos das redes sociais mostram os gafanhotos no Condomínio Vale dos Tamarindos. O conjunto fica na BR-408, perto do shopping da cidade.

Dona de uma das residências, a empresária Isabel Cristina Fragoso contou que voltou para casa para almoçar e se deparou com os bichos.

“Moro há mais de oito anos aqui. E nunca vi isso. Pesei que fossem folhas”, declarou. Isabel disse, ainda, que os animais invadiram o jardim e comeram plantas. “Queria saber o que fazer para evitar que eles comam o resto”, disse.

Especialista em gafanhotos, o professor aposentado Argus Vasconcelos de Almeida, que atuou no Departamento de Biologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), afirmou que esse tipo de animal não tem relação com a nuvem que apareceu na Argentina, esta semana.

“É uma espécie completamente diferente. Está em período de reprodução”, declarou. Segundo o professor, há diferenças entre os gafanhotos da nuvem e os encontrados em Carpina. “Aqueles gafanhotos da Argentina são migratórios. Esses são solitários”, observou.

Ainda de acordo com o especialista, o gafanhoto encontrado no condomínio pernambucano é “muito comum na nossa região”. “ É o Tropidacris, em suas formas jovens. Eles eclodem normalmente na época das chuvas”, afirmou.

Argus disse também que esse animal não forma nuvem. “Eles são conhecidos por atacar palmáceas, coqueiros e outras espécies de palmeiras. Não causam grandes danos, porque são temporários”, acrescentou.

O especialista explicou que os agricultores tradicionais tem uma forma que controle, que é a catação manual.

“Em vez de aplicar pesticidas, eles removiam com um saco, queimavam e colocavam as cinzas ao redor pra eles não voltassem mais. Servia como uma espécie de repelente”, observou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui