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Há um ano, Lula era preso pela Operação Lava Jato

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No dia de sua prisão, 7 de abril de 2018, Lula foi carregado nos braços de uma multidão

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Há exatos 365 dias o ex-presidente Lula era preso e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde começou a cumprir a pena de 12 anos e um mês no caso do tríplex no Guarajá (SP). No dia de sua prisão, 7 de abril de 2018, Lula foi carregado nos braços de uma multidão, que tentou impedir o cumprimento de sua prisão. A prisão foi decretada pelo ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e a condenação definida em 2ª Instância. Ao longo de um ano, Lula deixou o prédio da PF apenas para prestar depoimento e acompanhar o velório do neto. Ao todo, ele é réu em oito ações.
Um dia após o ex-presidente completar três meses de prisão, o desembargador plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Rogério Fraveto, protagonizou um dos maiores impasses jurídicos em torno da prisão do petista. Na manhã do dia 8 de julho, Favreto assinou um despacho que determinava que o Lula deveria ser solto ainda naquele domingo, “em regime de urgência” e chegou a dispensar a realização do exame de corpo de delito. No entanto, o então juiz Moro , mesmo de férias, emitiu um despacho se negando a cumprir a decisão. Favreto insistiu que seu despacho deveria ser cumprido imediatamente, mas foi rebatido pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, responsável pela relatoria dos casos da Lava Jato no TRF-4. O desembargador plantonista, por sua vez, afirmou que não era subordinado a Gebran e manteve sua decisão, até que o presidente do tribunal, Thompson Flores, manifestou-se e manteve Lula preso. Toda a confusão gerou um processo de investigação contra Favreto, mas o caso foi arquivado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso. O petista saiu da sede da PF em duas ocasiões: 14 de novembro de 2018, para depor na sede da Justiça Federal de Curitiba no âmbito do processo do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP); e no dia 2 de março de 2019, para comparecer a velório do neto Arthur Lula da Silva, de 7 anos, vítima de sepse (infecção generalizada) originada pela bactéria Staphylococcus aureus. Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato. O ex-presidente teria recebido R$ 3,7 milhões em propina da construtora OAS, por meio de 1 apartamento tríplex no Guarujá e de armazenamento de bens. Em troca, o petista teria favorecido a empreiteira em contratos com a Petrobras durante seu governo. Ele nega as acusações. Para este domingo, diversas manifestações foram marcadas em várias cidades do país, inclusive na sede da Superintendência da PF.

Rede Brasil de Notícia

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