Política

Manifesto em defesa da pré-candidatura a deputado estadual de João Rodrigues

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Por João Rodrigues


É possível mudar!
João Rodrigues, foi lavrador ou agricultor, hoje poeta e escritor, com alguns livros publicados, é professor concursado na rede municipal de Ipubi. Sempre foi militante político de esquerda, desde os últimos governos do regime militar, quando já participava do processo eleitoral de forma voluntária, como fiscal, delegado de partido, escrutinador entre outras.
Quando estudante na Escola Joaquim Eugenio Silva foi um dos fundadores do Grêmio Estudantil, o pioneiro na Região do Araripe.
No início dos anos dois mil, filiou-se a um partido político, foi presidente do diretório municipal e candidato a prefeito de Ipubi por esse partido em 2008.
Por motivo de foro íntimo, passou uns tempos afastado da política, porém depois do golpe contra o governo da presidenta Dilma, percebeu que o trabalhador não pode se afastar em definitivo da política e recomeçou mesmo que de forma discreta, as suas atividades de cidadão crítico.
Sendo no ano passado, contatado por membros do PSOL que lhe convidaram para assumir um projeto de candidatura do partido, que buscava uma representação na região do Araripe. Assim, surgiu a ideia de pré-candidatura de João Rodrigues.
No primeiro momento João Rodrigues pensou em não aceitar este desafio, porém ao ponderar em alguns pontos aceitou e agora parte para essa luta pela democracia, justiça social, e causas do trabalhador em geral e principalmente através da fé em Deus, que sempre abençoou aqueles que lutam por justiça e direitos igualitários para todos.
Primeiro se pensou que o congresso e as casas legislativas estaduais estão paupérrimas de representantes dos trabalhadores, possibilitando que todo tipo de projetos de opressão e de supressão de direitos estejam sendo aprovados, como nos casos das reformas trabalhistas, previdenciária e a lei de terceirização, que deveria ser chamada de lei da escravidão.
Depois ponderou-se no fato que a região do Araripe mesmo tendo alguns representantes na Assembleia Legislativa do estado, não tem um que represente exclusivamente os trabalhadores, eles sempre estão presentes em eventos de cunho empresarial, sempre estão presentes e em defesa das causas dos prefeitos e das lideranças políticas, mas nunca em eventos de defesa dos trabalhadores.
Atentou-se para o fato de que as estatais e prestadoras de serviços em geral da região do Araripe não cumprem as normas legais em relação aos direitos dos cidadãos, ou seja, do consumidor, como é o caso das empresas de saneamento básico, das agências bancárias e outros serviços que penalizam por demais a classe trabalhadora desta região.
Por fim pensou-se no fato de Ipubi nunca ter se quer buscado construir uma representação política a nível estadual, talvez por comodismo da maioria dos políticos que só visão o próprio bem-estar sem se importar com as causas dos demais cidadãos.
Essa falta de representação dos trabalhadores acarreta ainda num problema muito sério em alguns municípios onde os próprios gestores agem com tamanho desrespeito a população, com desvios de recursos, atraso de pagamentos dos funcionários que em alguns casos se tem notícias de que existem salários com até três meses de atraso;
Falta de merenda escolar, escolas rurais sendo fechadas, agricultores sem nenhum apoio, postos de saúde sem atendimento, falta de medicamentos e médicos em hospitais, e tudo isso o povo vive sem ter a quem reclamar, pois quando chega uma autoridade das instancias superiores logo são cercadas pelos, ditos líderes políticos ou por representantes do poder local, impedindo assim que os anseios e aspirações do povo cheguem até os governantes responsáveis por determinadas ações.
E isso não é suposição é fato, algo mais que comum, pois o povo já aceita com naturalidade que os políticos de níveis estadual e nacional, não tenham contato direto com o povo, mas que escolha no lugar cabos eleitorais que se intitulam donos dos votos, cobrando por votos que porventura já tenham recebido em pleitos locais. E naturalmente todos chamam essa prática de venda de boiada, e mesmo assim vão aceitando essa vergonhosa situação.
Por tanto, neste momento convidamos a todos para mudar, apoiando assim, alguém da nossa região, do nosso município, da nossa cidade, da nossa classe para nos representar.
Vamos abolir os atravessadores, vamos exercer nosso direito de escolher nosso representante em todas as esferas, sem intermediários; e mais que isso, vamos participar e dizer para essa elite que comanda o nosso país desde o descobrimento e tenta nos escravizar, que nós também podemos participar das decisões e não vamos abrir mão desse direito. Com a sua participação, é possível mudar!

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