Sérgio Moro. (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)

Não está fácil a situação do ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, Sérgio Moro. Mas ele está longe de ser abandonado pelo governo a própria sorte.

Não, ele não será demitido depois que o portal “The Intercept” ter divulgado uma troca de mensagens comprometedoras entre ele e o procurador Deltan Dallagnol. Eles falavam e detalhavam a Operação Lava Jato, que terminaria conduzindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão.

Moro também não perderá o posto de ministro mais bem avaliado do presidente Jair Bolsonaro.

Ele só está chamuscado pelos que já torciam o nariz contra ele. Mesmo os que acharam estranho todos os fatos do vazamento e que eram fãs do ex-juiz, continuam a apoiá-lo. O juiz é reconhecido por sua coragem em decretar a prisão do ex-presidente e de Marcelo Odebrecht, um dos maiores empresários do pais.

Bolsonaro nem se abalou e nem titubeou quanto ao seu apoio ao se ministro. Pelo contrário: colocou ele mesmo uma medalha de honra concedida a ele nesta terça (11).

Moro não deve deixar o governo. Marcou visita ao Senado e vai enfrentar tudo até se abrir  a vaga de Celso de Mello no STF, para onde deseja ir. É jovem e pode sonhar em disputar à Presidência da República.

Que ninguém imagine que a troca de “informações” entre o juiz e o Ministério Público Federal (MPF) em uma vontade comum de cercar o ex-presidente não seja um desvio ético, se comprovado. Mas em um Brasil onde não se respeita leis, não dá para prever o que vai acontecer.

Na verdade fica a máxima que vivemos escrevendo por aqui. O mocinho desse filme ainda não mostrou a cara. (Carlos Brito)

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