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Paternidade da Transposição do Rio São Francisco é alvo de disputa

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Após 13 anos do início das obras do maior empreendimento hídrico do País, a Transposição do Rio São Francisco ainda causa polêmicas nas redes socais. Não apenas por causa de suas obras que andam em passos lentos, mas pelo reconhecimento de sua paternidade entre internautas, já que quatro presidentes da República inauguram trechos da obra. Na sexta-feira, 26, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) inaugurou o trecho do Eixo Norte no Ceará o que levou ao trend topics “obrigado, Lula”.

Foi no segundo governo do ex-presidente Lula (PT) que foi criado e iniciado a obra bilionária da transposição e teve o eixo leste, que corta Pernambuco e Paraíba, inaugurado às pressas pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), em março de 2017. Em seguida, de maneira simbólica, pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff (PT).

A transposição do São Francisco está definitivamente na balbúrdia das obras públicas brasileiras que tendem ao infinito e mobilizaram diversos governos – como a rodovia Transamazônica, iniciada no governo de Emílio Médici (1969-1974), na ditadura militar, a ferrovia Norte-Sul, que começou a ser construída no governo de José Sarney (1985-1990), e a ferrovia Transnordestina, cujas obras foram lançadas em 2006, quando Lula era presidente. A conferir se a transposição, 97% concluída, terá Bolsonaro como o último da fila.

De acordo com o governo Bolsonaro, no ano passado, foi investido R$ 1,3 bilhão para recuperação de etapas que já apresentavam 100% de execução física, mas que necessitavam de intervenções e reparos no sistema. Quando todas as estruturas e sistemas complementares nos estados estiverem em operação, éprevisto que cerca de 12 milhões de pessoas em 390 municípios de Pernambuco, Paraíba, Ceará, e Rio Grande do Norte serão beneficiadas.

Fonte( Veja e Folha/PE)

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