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Pernambuco ganha seis novos Patrimônios Vivos, Ouricuri na lista

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Uma conquista do povo de Ouricuri!!!

 

Mestre Saúba (Jaboatão dos Guararapes), Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira (Nazaré da Mata), Mestre Aprígio (Ouricuri), Mestre Nado (Olinda), Assis Calixto (Arcoverde) e Tribo Indígena Carijós do Recife são os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco eleitos pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, nesta quarta-feira (10). Entre os requisitos apontados pelos conselheiros, estão os saberes de cada um dos mestres, a contribuição para a formação cultural e o tempo de existência.

Em sua 14ª edição, o Concurso do Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco – RPV-PE – realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) – objetiva reconhecer, estimular e proteger iniciativas que contribuem para o desenvolvimento sociocultural e profissional de mestres, mestras e grupos.

Os vencedores – que se juntam a outros pouco mais de 50 patrimônios vivos em Pernambuco – passam a receber bolsa vitalícia de R$ 1,6 mil (pessoa física) e R$ 3,2 mil (grupos e pessoas jurídicas). De acordo com o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, os novos eleitos passam a ser protegidos dentro do que executam, assim como se comprometem com a transmissão dos seus saberes.

Confira breve perfil dos novos Patrimônios Vivos de Pernambuco

Mestre Saúba (José Antônio da Silva), de Jaboatão dos Guararapes, trabalha com brinquedos populares e teatro de bonecos. Iniciou suas atividades aos 20 anos de idade, e a produção de brinquedos artesanais é uma prática na família do mestre: participam também seu irmão mais novo, filho e neta de sete anos, no ofício do fazer borboletas, ratinhos, carrinhos, rói-rói e manés gostoso confeccionados com movimento e feitos em madeira de imbaúba.

Sociedade Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira, de Nazaré da Mata. Maracatu de Baque Solto, a história do Cambinda começa no Engenho Cumbe. A dona da propriedade, conhecida como Dona Rosinha, permitia que os trabalhadores “brincassem maracatu” no domingo de folga. Gostava de ver e pedia que eles se apresentassem na Casa Grande. Em 1918, Nazaré passou por um ano de crise. Sem ter o que comer, a alternativa era pescar. As tarrafas vinham cheias de cambinda e o peixe acabou dando nome ao maracatu.

Mestre Aprigio (José Aprigio Lopes), de Ouricuri. Com o artesanato em Couro, o mestre continua em plena atividade de artesão, confeccionando peças em couro. Nascido em Exu, ele confeccionou a partir de 1955 os chapéus usados por Luiz Gonzaga.

Mestre Nado (Aguinaldo da Silva), de Olinda. Na produção de instrumentos musicais de barro, foi criado em meio ao universo do barro. A brincadeira com argila iniciou na infância, aos 10 anos, quando passou a trabalhar como ajudante em uma olaria de quartinhas, local que lhe rendeu qualificação e experiência, mas foi em Tracunhahém que o mestre revelou toda a força de sua cerâmica figurativa.

Assis Calixto (Francisco de Assis Calixto Montenegro), de Arcoverde. Com o artesanato e coco de roda o mestre, natural de Sertânia, é reconhecido por suas composições e aglutina em seu currículo turnês nacionais e internacionais difundindo o samba de coco, dentro do grupo Coco Raízes de Arcoverde.

Tribo Indígena Carijós, do Recife. A tribo é a mais antiga de Pernambuco, com 122 anos de história dedicada a expressão cultural bem imaterial do Brasil. Ao longo do ano, a Tribo promove oficinas de fantasias, adereços, instrumentos musicais, ritmo e dança, além de rodas de diálogos sobre a cultura indígena e história do caboclinho como processo de transmissão dos saberes e fazeres ligados a esta manifestação cultural.

Por: Folha de Pernambuco

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