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Por causa do coronavírus, China vai construir hospital com mil leitos em menos de uma semana

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A construção segue o mesmo ritmo da que foi feita em Pequim, em 2003, quando a cidade enfrentou o contágio da SARS

As máquinas já estão trabalhando a todo vapor na cidade chinesa de Wuhan, onde um hospital com mais de mil leitos vai ser construído. Mas a necessidade do país requer que a construção termine o mais rápido possível. Por esta razão, o hospital deve ficar pronto em uma semana, por conta do coronavírus, que já matou 41 pessoas na China e infectou mais de 1.287.

Construída em torno de um complexo de lazer originalmente destinado a trabalhadores locais, a unidade hospitalar vai ficar situada em um jardim à beira de um lago nos arredores da cidade, segundo o jornal Changjiang Daily.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), “ainda é cedo” para decretar estado de emergência global. A maioria dos casos está concentrada exatamente aonde a unidade de saúde vai ser construída.

Nos Estados Unidos, o segundo caso foi confirmado. Já no Nepal, o vírus também tem contaminado as pessoas. Outros 11 países foram atingidos pela doença.

Uma verdadeira força-tarefa tem trabalhado para edificar o hospital. Na noite da última quinta-feira (23), 35 escavadeiras e 10 tratores chegaram ao local para preparar as novas instalações em tempo recorde. Os edifícios pré-fabricados, com mil leitos, já estão sendo erguidos.

Em nota, o governo diz que essa construção “visa resolver a escassez de recursos médicos existentes”. “Como serão prédios pré-fabricados, eles não serão apenas construídos rapidamente, mas também não custarão muito”.

Uma das envolvidas na obra, a empresa China State Construction Engineering afirmou que estava “fazendo tudo o que pode e superaria as dificuldades” para atingir a meta, ressaltando que mais de 100 pessoas estão envolvidas na construção.

As imagens de uma televisão estatal mostraram a intensa jornada de trabalho no canteiro de obras ainda lamacento, com dezenas de escavadeiras pintadas em várias cores preparando o terreno, com um fluxo muito grande de caminhões transportando os materiais e equipamentos.

SARS

A obra segue o exemplo de Pequim, em 2003, quando a cidade enfrentou a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). Na época, 774 pessoas morreram com a epidemia que atingiu quase 30 países. Quando a doença assolou o país, o governo chinês construiu o hospital Xiaotangshan no subúrbio ao norte da cidade no prazo de uma semana. Em dois meses, aquela instituição tratou um sétimo de todos os pacientes que contraíram a síndrome no país, afirmou o Changjiang Daily.

O governo chinês já começou a colocar cidades em quarentena, começando por Wuhan, onde habitam 11 milhões de pessoas, deixando mais de 40 chineses isolados em suas cidades.

O fechamento de trechos da Grande Muralha, assim como o de monumentos emblemáticos de Pequim, já foi anunciado pelo governo, em meio às medidas adotadas para tentar controlar a propagação do novo vírus no país.

Foto: STR / AFP
JC Online
Com informações do O Globo

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