Previsões e alternativas para garantir o abastecimento de água em
Pernambuco podem virar tema de audiência pública na Assembleia
Legislativa. A proposta partiu do deputado Antônio Moraes (PSDB), em
discurso na Reunião Plenária na quarta (28), motivado pelo anúncio da
Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) de que captará o volume
morto da Barragem de Jucazinho – reservatório que abastece cidades no
Agreste e na Zona da Mata Norte.
“Alguns municípios já passam 28 dias do mês sem água, e as previsões
para as chuvas são assustadoras”, alertou Moraes, sugerindo que
Comissões da Casa convidem moradores, setores do agronegócio e gestores
públicos para discutirem o futuro da oferta de recursos hídricos no
Estado. “Precisamos nos prevenir. Onde buscaremos água se Jucazinho
secar? Há caminhões pipa para todas as cidades?”, questionou.
O deputado Aluísio Lessa (PSB) considerou essencial que se discuta a
obra da Adutora do Agreste, que deve abastecer 2 milhões de pessoas, mas
que sofre com atrasos por falta de recursos. “A Compesa espera por R$
800 milhões do Governo Federal para executar a construção, mas a União
tem repassado R$ 5 milhões por mês. Isso significa 160 meses até que
consigamos concluir o projeto”, criticou.
Lembrando discurso do deputado Rodrigo Novaes na Reunião Plenária de
ontem – quando foi abordada a igualmente grave situação hídrica no
Sertão do São Francisco – Tony Gel (PMDB) voltou a defender a
necessidade de planejamento para enfrentar a estiagem. “Em seu volume
máximo, Jucazinho garante o abastecimento das cidades durante cinco anos
sem chuvas, e foi o que aconteceu. Mas sem o uso racional da água e com
a falta de estratégia dos governos que se sucedem, obviamente
chegaríamos ao colapso no período de seca”, analisou.
Alepe
Rodrigues


