Presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, entregou carta a Marcelo Canuto, secretário executivo de coordenação da Casa Civil (Foto: Edson Mota/JC)
No texto, eles ressaltam que “Pernambuco (…) foi um dos maiores beneficiários (…) dos governos Lula e Dilma. Eles pedem que o governador faça uma escolha até o próximo domingo (17), data da votação do impeachment na Câmara. Citaram como exemplo o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), como um dos exemplos de correligionários que não apoiam o impeachment. Equiparações com Miguel Arraes ditaram o tom das falas dos representantes sociais.
Para o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, o governador precisa se espelhar na figura do ex-governador Miguel Arraes, morto em 2005. “Nossa expectativa é de que o nosso recado seja transmitido ao governador. Desejamos que ele retome à posição anterior, quando era contrário ao golpe. Queremos que ele não fique marcado como alguém que apoiou o golpe”, frisou.
Para Bruno Ribeiro, o momento político lembra o golpe militar de 1964. “A história bate novamente na porta do Palácio do Campo das Princesas. Na ocasião, encontraram um governador (à época, Miguel Arraes) altivo e que até hoje é admirado por essa posição. Esperamos que Paulo Câmara, sentado no mesmo lugar de Arraes, possa refletir sobre a história e sobre o futuro do País e orientar a sua bancada”, afirmou o presidente estadual do PT.
Paulo Câmara é vice-presidente nacional do PSB e a sigla defende o afastamento de Dilma da presidência.

