Emerson Saboia – Blog da Folha
As campanhas dos candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) iniciam a corrida pelo segundo turno com estratégias voltadas à ampliação de suas bases eleitorais e à disputa por narrativas da eleição.
Enquanto o senador do PL busca consolidar alianças políticas e explorar a vantagem obtida no primeiro turno, o presidente petista aposta na mobilização de aliados e no reforço de sua comunicação digital. Nesse cenário, os eleitores indecisos e os brasileiros que se abstiveram da primeira votação ganham importância para os dois lados.
Táticas
Segundo analistas, Flávio busca consolidar sua força no Sudeste, estreitando alianças com governadores eleitos pelo PL e deputados com votações expressivas, como Lucas Pavanato (PL), Nikolas Ferreira (PL) e Eduarda Campopiano (PL), que, juntos, somam mais de oito milhões de eleitores. A neutralidade da governadora Raquel Lyra (PSD) também pode ser explorada pelos bolsonaristas. Para a cientista política Priscila Lapa, Flávio “administra a vantagem”.
Já Lula busca ampliar seu alcance nas redes sociais e conquistar eleitores que ainda não definiram o voto. Os eleitores de baixa renda e escolaridade também são apontados como uma base importante para o petista, assim como os votos de Augusto Cury (Avante), que declarou apoio a Flávio na última quinta-feira (8).
Alvo comum
Os cerca de 33 milhões de brasileiros que não votaram no primeiro turno representam um desafio para as duas campanhas. Para Lula, a mobilização desse grupo pode abrir caminho para uma recuperação. Para Flávio, manter esses eleitores afastados das urnas pode ajudar a preservar a vantagem.
Aliados
O apoio dos candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) a Flávio já era esperado, segundo Elton Gomes. Para o professor, o que surpreendeu foi a rapidez com que os acordos foram formalizados.

