Brasília – Erivaldo Almeida, gerente de loja fala sobre troca de presentes após Natal (José Cruz/Agência Brasil)
Da Agência Brasil
Passada a onda das vendas natalinas, teve início hoje (26) a fase de troca dos presentes que, por algum motivo, não agradaram, não couberam ou apresentaram defeitos. O trabalho a mais para as lojas pode resultar também em aumento das vendas. “Por aqui, em geral, nossos clientes ampliam entre 30% e 40% os gastos ao trocarem os presentes”, disse o gerente de uma grande rede de roupas Erivaldo Almeida.
Em lojas como a dele, em geral não é necessário apresentar nota fiscal – o que seria indelicado por informar à pessoa presenteada o valor do presente. “Basta que a etiqueta não tenha sido retirada. Trocamos por qualquer outra roupa. Isso é uma grande vantagem para o cliente, porque há lojas do mesmo ramo que sequer permitem a troca por outros modelos. Com isso, a mudança fica limitada a apenas tamanho ou cor diferentes” disse Almeida.
Aos 29 anos e com seis anos de experiência com vendas no varejo, o gerente disse que presentes comprados em grandes redes de lojas podem ser mais fáceis de serem trocados, principalmente quando dados a parentes que moram em outros estados. No entanto, bastaram alguns minutos em umshopping de Brasília para ver que nem toda grande rede realmente quer facilitar a vida de seus clientes.
A poucos metros da loja onde Almeida falou à Agência Brasil, em uma outra loja do mesmo ramo, a bancária Vera Lopes, de 50 anos, disse estar chateada pelas dificuldades para trocar o cinto ganho de uma amiga neste Natal. “Adorei o cinto, mas ele ficou grande. Vim aqui na tentativa de trocar por um menor. Como não há deste modelo nesta loja, eles disseram que eu tenho de me deslocar até a outra, que fica em umshopping distante. Penso que eles poderiam facilitar a troca e pedir o envio [da peça desejada], para eu pegar depois. O resultado é que eu, cliente, terei de me deslocar para conseguir o que quero”, disse a bancária. “O ideal é que o cliente não tivesse esse trabalho todo. Mas como gostei do cinto, terei de me virar”, acrescentou.
Já o servidor público Ricardo Oliveira, 37, não tem do que reclamar, apesar de ter comprado um autorama quebrado para o filho. “A troca foi bem rápida porque queríamos o mesmo brinquedo”, disse ele. O pouco tempo na loja foi o suficiente para que a compra ficasse ainda maior. “Acabei comprando mais um presente para o meu filho, um carrinho que custou cerca de 10% do valor pago pelo autorama”.

