Por Mônica Bergamo
Se em outros Carnavais a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) em geral adotava a conduta de “surgir, sorrir, sumir”, neste ela aguentou firme por quase duas horas no espaço que o advogado Marco Aurélio Carvalho fechou para convidados, no Camarote do Bar Brahma, em SP.
“Eles não vêm porque é aquela coisa, medo de serem vaiados”, comentava a ex-petista sobre a ausência de políticos nos camarotes da folia neste ano, nem mesmo o ministro Jaques Wagner, da Casa Civil, espécie de rei da folia em Salvador, deu as caras na capital baiana. “Tá todo o mundo com medo de vaia. Mas eu posso. Aonde eu chego, falam comigo, querem tirar foto.”
As mulheres se aproximam em número muito maior. “Você é muito mais bonita pessoalmente”, repetem. Marta, de brincos vermelhos, sorri. Diz que “é lucro” acharem isso. Abraça o marido, Marcio Toledo, saltita com ele.
Amigos se aproximam e falam que estão impressionados com a virada na situação política no último ano, com Lula agora na berlinda. Marta se cala quando questionada sobre o ex-presidente e a recente avalanche de notícias contra ele. Diante da insistência, diz: “A gente fica assim, né?”, e ensaia um sorriso amarelo. Ela já foi muito próxima do ex-presidente.

