Raquel Lyra (PSD) afirmou, durante entrevista ao NE1 nesta terça-feira (15), que pretende ampliar a educação profissional em Pernambuco com a abertura de 100 mil vagas no ensino técnico. A candidata à reeleição também voltou a falar sobre a construção das 250 creches prometidas pelo governo e respondeu a questionamentos sobre a opção por receber a remuneração de procuradora do Estado.
A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Márcio Bonfim e Maristela Niz. Raquel foi a segunda candidata entrevistada ao vivo na série do telejornal; João Campos (PSB) participou na segunda-feira (14).
Na educação profissional, Raquel prometeu chegar a 100 mil vagas em cursos técnicos e profissionalizantes. A proposta amplia uma das áreas que a candidata vem colocando entre as prioridades para um eventual segundo mandato. Na segunda-feira, durante outra sabatina, ela já havia anunciado a intenção de abrir mais 30 escolas técnicas estaduais e ampliar a parceria com instituições do Sistema S.
Creches
A governadora também foi questionada sobre as 250 creches anunciadas ainda na campanha de 2022. Durante a entrevista, reafirmou o compromisso de concluir as unidades.
A promessa original prevê a criação de aproximadamente 60 mil vagas na educação infantil. Raquel já havia afirmado em entrevistas anteriores que pretende concluir as 250 creches até 2027 e que o programa envolve construção, equipamentos e custeio inicial das unidades pelo Estado antes da transferência da operação aos municípios.
O ritmo das entregas tem sido um dos pontos explorados por adversários durante a campanha. A própria governadora reconheceu anteriormente que parte das unidades ainda está em construção e passou a projetar a continuidade das entregas para o próximo ano.
Salário de procuradora
Outro tema abordado foi a remuneração de Raquel. A governadora optou por receber os vencimentos correspondentes à carreira de procuradora do Estado, da qual é servidora concursada, em vez do subsídio do cargo de governadora.
Raquel defendeu a legalidade da escolha e afirmou que não há acúmulo das duas remunerações. A opção tem como fundamento uma lei estadual de 2023, segundo a defesa da candidata.

O assunto entrou no centro da campanha depois que João Campos passou a questionar a constitucionalidade da regra e a diferença entre o subsídio de governadora e os valores recebidos pela adversária como procuradora.
A discussão também chegou ao Judiciário. Há ação questionando a constitucionalidade da opção, mas ainda não houve decisão definitiva estabelecendo que a remuneração recebida por Raquel seja ilegal.
Fonte: Portal G1
Foto: Andréa Rêgo Barros/TV Globo

