O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que completa 81 anos daqui a 2 dias, foi eleito neste domingo (25.out.2026) para seu 4º mandato à frente da Presidência da República. O petista é o 1º político escolhido 4 vezes pelo voto direto para comandar o país.
Às 21h20 e com 99,81% das urnas apuradas, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral mostrava o candidato do PT com 51,76%. Seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tinha 48,24%.
O chefe do Executivo contou com 7 partidos de esquerda e centro-esquerda em sua aliança já no 1º turno: PT, PC do B, PV, PSB, PDT, Psol e Rede.
Com a vitória, Lula seguirá no Palácio do Planalto de 2027 a 2031. Somados os 8 anos dos 2 primeiros mandatos (2003-2010) e os 4 anos do atual (2023-2026), terá completado 12 anos no poder ao fim de 2026. Ao concluir o 4º mandato, chegará a 16 anos na Presidência e 85 anos de idade.
O período supera o de qualquer outro presidente eleito desde a redemocratização. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) governou por 8 anos, de 1995 a 2002. Lula já havia igualado essa marca ao fim de seu 2º mandato e agora dobrará o período.
ASCENSÃO ELEITORAL
Lula foi derrotado nas eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, venceu em 2002 e 2006, ficou fora da disputa de 2018 depois de ter sua candidatura barrada pelo TSE e venceu novamente em 2022. Agora tem a 4ª vitória em uma disputa presidencial. A contagem considera só as disputas em que Lula foi candidato.
A contagem considera só as disputas em que Lula foi candidato.
O Brasil já teve 10 eleições presidenciais que permitiam 2 turnos. Um petista sempre ficou como 1º (6 vezes) ou 2º colocado (4 vezes). Lula perdeu no 1º turno pela última vez em 1998, para FHC.
CAMPANHA
A construção da campanha começou no início de 2026. Em janeiro, a saída anunciada do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deu partida nos movimentos internos para desenhar o discurso econômico da reeleição. A candidatura foi oficializada em 2 de agosto, na convenção do PT em São Paulo, com Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice.
A campanha se concentrou no legado dos 3 mandatos e na comparação direta com o governo de Jair Bolsonaro (PL). Citou o crescimento do PIB, a queda da inflação e o desemprego, que fechou o trimestre encerrado em setembro em 5,3%. Também usou a redução da pobreza, a saída do Brasil do Mapa da Fome e programas como Crédito do Trabalhador, Desenrola Brasil e Pé-de-Meia. Na agenda doméstica, Lula concentrou seu discurso em medidas voltadas ao mercado de trabalho, à segurança pública e à renda. Defendeu o fim da escala 6 X 1, promulgada em 16 de outubro, e a aprovação da PEC da Segurança Pública –o texto ainda não foi analisado pelo Senado.
Na reta final, a campanha incorporou medidas direcionadas ao consumo e à regulação das apostas. Lula editou uma MP que proibiu o funcionamento das bets no Brasil. O presidente também anunciou um reajuste de 15% do Bolsa Família e a distribuição gratuita de canetas emagrecedoras para pessoas com obesidade pelo SUS. Por Houldine Nascimento – Poder 360

