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Brasil: total de óbitos por coronavírus vai a 58.314 no país e, de infectados, a 1.368.195

Brasil tem 692 óbitos e 24.052 casos de Covid em 24 horas

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 692 mortes causadas pelo coronavírus e 24.052 novos casos confirmados da Covid-19, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (29). Com isso, total de óbitos vai a 58.314 no país e, de infectados, a 1.368.195. A letalidade da doença, segundo a pasta, é de 4,3%. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde no fim de semana e nas segundas-feiras são historicamente menores devido à baixa quantidade de profissionais de saúde trabalhando. Sudeste continua como região mais afetada pelo coronavírus no Brasil, e, com reabertura em São Paulo e no Rio de Janeiro, expande diferença com Nordeste no número de casos, com 6.387 infectados a mais. Já o Consórcio de Imprensa, informa que foram 727 óbitos por Covid-19 confirmados nas últimas 24 horas. O Brasil atingiu, nesta segunda-feira, o total de 58.385 mortes causadas pela doença. Foram notificados 25.234 novos casos, elevando para 1.370.488 o total de pessoas contaminadas pelo vírus no país. As informações que constam do boletim das 20h são do levantamento realizado por O Globo, Extra, Folha de S.Paulo, Uol e O Estado de S. Paulo. Três vezes ao dia, as informações sobre casos e mortes causadas pelo novo coronavírus no Brasil são atualizadas com base nas informações das secretarias estaduais de saúde. O estudo da Rede de Pesquisa Solidária, formada por mais de 50 pesquisadores brasileiros que monitoram os dados da pandemia, indica que nenhum estado brasileiro alcançou a taxa de positividade em testes para o novo coronavírus recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos critérios seguros para afrouxamento das medidas de isolamento social. A insuficiência de testagem, problema crônico na evolução da doença no país, e a falta de estratégias detalhadas comprometem o combate à Covid-19 e expõem a população. Os especialistas analisaram dados e boletins oficiais dos estados sobre testagem até o dia 20 de junho. A média de positividade dos testes no país, indicam, foi de 36% no mês. A OMS recomenda que as autoridades de saúde só flexibilizem ações de distanciamento social quando essa taxa for de 5%, e se mantiver estável durante duas semanas, pelo menos. Na prática, isso quer dizer que, de cada cem exames realizados, apenas cinco tenham resultado positivo, durante 14 dias, em média.

Saiba em quais lugares o contágio pelo novo coronavírus pode ser maior

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UFMG afirma que o estudo não pode ser considerado científico, mas que as evidências corroboram a escala de perigo de infecção

Um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tornou mais fácil identificar lugares onde, segundo pesquisadores, a chance de ser infectado pelo vírus SARS-Cov-2, responsável pela pandemia de covid-19, é maior. Os resultados parecem comprovar o que já é protocolo sanitário em todo o Brasil: a residência é o lugar mais seguro para as pessoas neste momento.

A equipe de virologistas responsáveis pelo levantamento coletou amostras de lugares públicos de alta circulação na cidade de Belo Horizonte. O método utilizado foi parecido com os testes realizados para detectar a presença do vírus no organismo: o swab – um tipo de cotonete alongado que, quando friccionado contra superfícies, coleta o material em repouso – foi usado em pontos de ônibus, corrimãos, entradas de hospitais e até mesmo bancos de praças. Das 101 amostra colhidas, 17 continham traços do novo coronavírus.

Para Matheus Westin, infectologista e professor de medicina da UFMG, a organização dos lugares em categorias de risco faz sentido, apesar de não ter nenhuma participação no estudo. Ele explica que há 3 critérios básicos para avaliação de risco de locais públicos. “Para se avaliar o risco de um determinado local, levamos em consideração três elementos: o número de pessoas que podem portar a infecção, o nível de aglomeração esperado nos ambientes e a chance de haver pessoas com a infecção no local.”

O médico lembra, ainda, que objetos também podem ter partículas infecciosas inertes. Frutas, verduras, caixas e outros itens que ficam expostos podem carregar o vetor de infecção. O estudo classificou as áreas de risco de acordo com os três pilares sanitários identificados pelos médicos.

Linha de frente

O estudo mostrou também que profissionais que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus estão muito mais suscetíveis ao contágio, já que a proximidade com infectados é inevitável.

“Todas as formas de assistência direta envolvem proximidade. Desde os cuidados primários, como administrar medicação ou conversar com o paciente, aos procedimentos invasivos, como ajustar o ventilador mecânico, aspirar as vias aéreas ou entubar o paciente, tudo isso cria um grande risco de transmissão”, argumenta Westin.

Segundo o médico e professor, o investimento em equipamentos de proteção individual (EPIs) de qualidade é crucial, e pode definir se o profissional médico será contaminado ou não ao tratar pacientes. “Boa parte desse equipamento é de uso único. A troca deve ser periódica. Mas não dá pra esquecer que o profissional de saúde, ao chegar em casa, deve lavar bem com água e sabão as vestimentas hospitalares para remover traços de contaminação das roupas”, informou.

O site da UFMG afirma que o estudo não pode ser considerado científico, mas que as evidências corroboram a escala de perigo de infecção.

Agência Brasil

Plasma de recuperados da Covid-19 será usado para tratar pacientes graves em Pernambuco

Pesquisadores de todo o mundo empreendem uma corrida contra o tempo em busca de uma vacina ou medicamento eficaz para tratar a Covid-19, doença que já tirou a vida de mais de meio milhão de pessoas. Um dos tratamentos experimentais é o uso do plasma, a parte líquida do sangue, de quem foi infectado pelo novo coronavírus. Quem se cura da infecção por Sars-CoV-2 desenvolve anticorpos que podem ajudar na recuperação daqueles pacientes em estado mais grave.

Os médicos esperam que os infectados que recebem o plasma tenham uma recuperação mais rápida, um menor tempo de internação e um risco menor de morte. Um grupo de pesquisadores pernambucanos, liderado pelo infectologista e professor da Universidade de Pernambuco (UPE) Demócrito Miranda Filho, começa na próxima quarta-feira (1º) estudos com a transfusão de plasma.

Primeiramente, serão coletadas 300 amostras de 250 mL cada de plasma de doadores, que devem ser homens com idades entre 18 e 69 anos, recuperados da doença há mais de 30 dias e que possuam um exame laboratorial que confirme a infecção por Covid-19. O cadastro será disponibilizado no site do Hemope e poderá ser também feito pelo telefone 0800.081.1535. Os possíveis doadores deverão preencher um formulário, o que pode ser feito tanto na página, quanto na ida para a coleta.

Existe uma regulamentação que versa sobre o uso de plasma de mulheres em procedimentos do tipo. “Mulheres que já engravidaram podem ter no sangue alguns anticorpos que podem causar uma reação que não é desejável. Existe uma regra geral de não se usar plasma de mulher para qualquer procedimento”, explica Demétrio.

De acordo com o infectologista, a técnica de transfusão de plasma já foi usada em outras doenças no passado, quando não haviam tratamentos mais eficazes, inclusive com infecções respiratórias, como a Covid-19. “Há essa fundamentação de que no plasma de uma pessoa que passou recentemente por uma doença há anticorpos, porque produzimos anticorpos contra o vírus. Acreditamos que, quanto mais recente em relação à infecção, maior a chance de ter uma quantidade maior de anticorpos que podem ser eficazes contra o vírus. Nos baseamos nessa informação. Os anticorpos podem até não ser eficazes, mas existe uma base teórica que fundamenta isso”, detalha o infectologista.

Apesar de não haver a doação de plasma de mulheres, pacientes de ambos os gêneros receberão a transfusão. O estudo será feito com pacientes internados em estado grave no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape) e no Hospital das Clínicas (HC), todos no Recife.

Serão 110 pacientes incluídos no grupo que vai usar plasma e outros 110 no grupo-controle, o grupo que será comparado. “A coleta de doadores começa na quarta-feira. Na segunda quinzena de julho devemos começar o estudo de campo nos hospitais”, pontua Demócrito.

Resultados
Ainda não há resultados sobre o uso do plasma sanguíneo em outros pacientes pelo mundo, segundo Demétrio. Há alguns relatos de casos na China, logo no começo da pandemia, mas com um grupo de pacientes reduzido. “Existem dois tipos de estudos que usamos na ciência para referência. [Na China] usaram 10 pacientes e relataram que esses pacientes graves se saíram bem, mas não há um grupo de comparação. Quando não há um grupo de comparação você não pode dizer que é um tratamento melhor que o outro”, esclarece o infectologista.

Após os relatos, são indicados os ensaios clínicos, como o que será feito em Pernambuco. Nessa modalidade, os estudos seguem um protocolo específico, no qual se comparam dois grupos: um no qual é feita a intervenção – nesse caso, com o plasma – e outro com uma comparação para referência, que pode ser, por exemplo, o tratamento padrão já feito pelo hospital. “No fim, você compara os dois grupos e analisa quem se beneficiou mais no tratamento. Então você tem como afirmar se a intervenção que você está propondo é superior ao tratamento. É o que vamos fazer agora”, conclui Demócrito.

Por Fabio Nóbrega

FolhaPE

Caminhar, correr e pedalar sempre com máscara? Médica epidemiologista responde

Neste processo de caminhada para uma nova normalidade, o uso da máscara é mais do que indispensável, inclusive para quem tem aproveitado as áreas ao ar livre para fazer caminhada, corrida ou pedalar. “A máscara passa a ser um item da indumentária em todos os lugares onde ainda circula o novo coronavírus até surgir uma vacina, pois não sabemos quando esse vírus vai desistir da gente. Então, caminhar, correr, pedalar, sair de casa, ir ao supermercado e a áreas comuns do prédio: em todos esses momentos, deve-se usar máscara”, destaca a médica epidemiologista Ana Brito, pesquisadora da Fiocruz Pernambuco.

Ela reforça que, mesmo para se exercitar ao ar livre, a peça deve se constituir num item essencial, pois o vírus permanece entre nós. “A circulação dele pode ter arrefecido, pois mais pessoas foram expostas e adoeceram e, no momento, reduziu o número de susceptíveis. Mas a máscara, mesmo para aquelas pessoas que já tiveram a covid-19 e supostamente estão em imunidade temporária contra o coronavírus, deve ser usada, inclusive do ponto de vista educativo, pois é um método de barreira. Além disso, há mais pessoas susceptíveis (ao adoecimento) do que outras que tiveram a doença na comunidade”, salienta Ana Brito.

No mercado, há vários tipos diferentes de máscaras e tecidos, inclusive algumas opções respiráveis e específicas para a prática de atividade física. “Ela deve ser integrada à nossa indumentária daqui pra frente, como já são camiseta, calça, saia, meia… Agora, no dia em que surgir uma vacina ou quando for identificado que não existem mais pessoas susceptíveis numa comunidade e que o vírus não está mais circulando, deixa-se de usar a máscara”, acrescenta a especialista.

Outra recomendação importante é que o uso da máscara não exclui a recomendação do distanciamento social. É uma precaução que continua valendo. Ou seja, devemos ficar a pelo menos um metro e meio de distância de quem caminha, corre ou pedala ao nosso lado.

Por: Cinthya Leite

Jornal do Commercio

Ministério da Saúde só gastou 29,3% de recursos para combater covid-19

Só uma parcela da verba disponível tem sido usada pelo Ministério da Saúde para enfrentar a doença
Com o número de vítimas do novo coronavírus no País se multiplicando em ritmo acelerado, a necessidade de recursos para prevenção e combate à pandemia parece ilimitada. Mas só uma parcela da verba disponível tem sido usada pelo Ministério da Saúde para enfrentar a doença.

Segundo o Painel do Orçamento Federal, elaborado com base nos dados mais recentes do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), de 22 de junho, o ministério só gastou até agora R$ 11,5 bilhões dos R$ 39,3 bilhões liberados pelo governo – 29,3% do total. Outros R$ 2,1 bilhões (5,3%) já estão comprometidos com o pagamento de contas, mas ainda não saíram do caixa.

É certo que a execução do orçamento é um problema crônico do setor público brasileiro, nos três níveis de governo – federal, estadual e municipal. É comum os gestores chegarem no final do ano com sobras de caixa, porque não conseguem fazer o dinheiro chegar na ponta, seja pela burocracia intransponível da “máquina”, seja pela incapacidade de gestão e pela dificuldade de transformar planos em realidade.

“O Estado brasileiro é paquidérmico”, afirma o economista Felipe Salto, diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, e colaborador do Estadão. “Da mesma forma como é difícil fazer um ajuste fiscal, não é fácil gastar rápido.”

Mesmo em comparação com outros órgãos que receberam recursos para enfrentar a pandemia, o desempenho do Ministério da Saúde deixa a desejar. Ainda de acordo com dados do Painel do Orçamento, do total de R$ 404 bilhões liberados pelo governo em verbas adicionais para combate à pandemia, incluindo recursos para aliviar seu impacto econômico e social, R$ 177,4 bilhões (43,9%) foram gastos de fato pela União.

Além disso, R$ 121,6 bilhões (30,1%) foram empenhados para pagar contas pendentes. Não é nenhuma maravilha em termos de capacidade de execução, mas pelo menos traduz um desempenho mais efetivo.

“Alguns programas são mais fáceis de agilizar o pagamento. Quando você tem de fazer uma transferência de renda para uma pessoa, é claro que tem toda a questão operacional, de como viabilizar isso, se vai ser pela Caixa, se será por meio de uma transferência bancária ou por meio de um cartão concedido a cada beneficiário. Mas, tirando isso, é uma coisa relativamente rápida”, afirma Salto.

“Agora, quando a gente está falando de saúde, é mais complicado, porque pode envolver contratos, compras, processos burocráticos. Por isso, o Congresso aprovou aquela PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento de Guerra, que acabou sendo promulgada, prevendo a possibilidade de dispensar as licitações para acelerar os processos de compras.”

Ainda assim, de acordo com ele, “está faltando gestão” na Saúde. “É claro que a gente vai saber melhor o que está acontecendo depois, quando o TCU (Tribunal de Contas da União) fizer uma apuração dessa letargia”, diz. “Mas o que dá para dizer desde já é que o Estado brasileiro não está preparado para fazer gastos com eficiência. Infelizmente, a gente está vendo isso da pior forma possível.”

Falta de continuidade

Uma parte considerável do problema se deve, em sua avaliação, à interferência do presidente Jair Bolsonaro na pasta, às divergências sobre o que fazer e à falta de continuidade administrativa, em decorrência da troca constante de ministros e da saída de técnicos envolvidos desde o princípio com a gestão da crise.

A indicação de um militar para o ministério, o general Eduardo Pazuello, sem experiência na área, para comandá-la em meio a uma pandemia, não ajuda. Salto lembra, porém, que, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o senador José Serra (PSDB-SP) foi nomeado ministro da Saúde, ele também não era do ramo, mas conseguiu fazer o processo andar, ao colocar gente respeitada do setor embaixo dele para auxiliá-lo.

“Você precisa de um ministro da Saúde de peso, que tenha capacidade administrativa para fazer as coisas funcionarem. Se isso já vale nos períodos normais, imagine numa crise como essa”, diz. “Agora se você fica trocando de ministro como quem troca de roupa e não tem uma referência clara no comando, fica difícil. O Pazuello pode ter as qualidades dele, mas não tem retrospecto nisso aí.”

Antes de Pazuello, o ministério foi comandado durante a pandemia pelos médicos Luiz Henrique Mandetta, que deixou o governo em abril, e Nelson Teich, que saiu em maio.

Procurado pelo Estadão para comentar a baixa aplicação do dinheiro recebido durante a crise, o Ministério da Saúde avalizou os números publicados acima, mas preferiu se manifestar sobre o assunto por escrito, por meio de nota oficial.

“Parte considerável das despesas não executadas é relativa a aquisições diretas, do próprio Ministério da Saúde, especialmente de EPIs (equipamentos de proteção individual) e respiradores, cujos pagamentos são efetuados após o recebimento”, diz a nota. “Acrescente-se também que os repasses e pagamentos mensais são realizados em parcelas e não de forma única, a exemplo da contratação de profissionais pelo programa ‘Mais Médicos’ e pela estratégia ‘O Brasil Conta Comigo’.”

Verba ‘empoçada’

Conforme a nota do ministério, do total de gastos já efetuados, R$ 9,5 bilhões foram repasses já feitos aos entes subnacionais, para reforçar a estrutura hospitalar. O ministério lista também uma série de ações que empreendeu, para mostrar que não está parado e justificar os gastos realizados no enfrentamento da pandemia.

Fazem parte da lista a habilitação de 8.674 leitos de UTI exclusivos para pacientes do novo coronavírus, ao custo de R$ 1,24 bilhão transferido de uma só vez a Estados e municípios e a compra e a distribuição de 115,2 milhões de EPIs para profissionais de saúde, como máscaras, luvas, aventais e álcool em gel, e de mais 240 milhões de máscaras da China, que estão chegando ao País com apoio logístico do Ministério da Infraestrutura.

A lista inclui, ainda, a compra e a distribuição de 11,3 milhões de medicamentos (2,9 milhões de comprimidos de cloroquina e 8,4 milhões de cápsulas de oseltamivir), de cerca de 10 milhões de testes e de 3.854 ventiladores pulmonares, além da contratação de mais de seis mil profissionais de saúde, para reforçar o atendimento à população.

Agência Estado via Correio Braziliense

Boletim deste domingo [28/06]: Pernambuco agora tem 58.107 casos de coronavírus

Neste domingo (28), Pernambuco confirmou mais 1.018 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), também foram confirmadas 43 mortes em decorrência da covid-19 nas últimas 24 horas. Com os novos dados, Pernambuco agora tem 58.107 casos de coronavírus, desde o início da pandemia, com 4.751 vidas perdidas.

Dos casos confirmados neste domingo, 142 (14%) se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 876 (86%) como leves. Já com relação ao total de casos, 19.268 foram diagnosticados como graves e 38.839 como leves.

Das 43 mortes registradas no boletim desse domingo, 23 (53,5%) ocorreram entre o dia 11 de maio e 24 de junho e 20 (46,5%) nos últimos três dias. Os pacientes tinham idades entre 35 e 101 anos. As faixas etárias são: 30 a 39 (4), 40 a 49 (3), 50 a 59 (5), 60 a 69 (12), 70 a 79 (7), 80 anos ou mais (12).

Os novos óbitos confirmados são de pessoas residentes nos municípios de Afogados da Ingazeira (1), Araripina (1), Carpina (1), Caruaru (6), Chã de Alegria (1), Condado (1), Feira Nova (1), Iguaraci (1), Ipojuca (2), Ipubi (1), Jaboatão dos Guararapes (11), João Alfredo (1), Joaquim Nabuco (1), Lagoa do Itaenga (1), Limoeiro (1), Palmares (4), Passira (1), Paudalho (1), Recife (3), Riacho das Almas (1), Tracunhaém (1) e outro Estado (1).

Destes pacientes que não resistiram à covid-19, 30 apresentavam comorbidades confirmadas, como diabetes (17), doença cardiovascular (16), hipertensão (11), obesidade (5), doença respiratória (3), doença renal (2), tabagismo/histórico de tabagismo (2), câncer (1). É válido ressaltar que um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Cinco pacientes não apresentavam comorbidades e os demais estão em investigação pelos municípios.
Recuperados

Ainda segundo o boletim, 39.956 pessoas foram infectadas pelo coronavírus em Pernambuco e conseguiram se recuperar da covid-19. Desse total, 9.182 são de casos graves e 30.774 casos leves.

Por Jornal do Commercio

Testes de vacina contra Covid-19 mostram completa eficácia, diz grupo chinês

O grupo farmacêutico chinês China National Biotec Group (CNBG) informou neste domingo (28), que uma vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento pela empresa se mostrou capaz de imunizar todas as pessoas que receberam as doses. Participaram desta etapa 1.120 indivíduos, sendo que todos produziram anticorpos contra o vírus causador da Covid-19.

“Com referência a produtos similares no passado, combinados com dados humanos existentes, sugere-se inicialmente que a nova vacina desenvolvida seja segura e eficaz”, diz o texto publicado pela CNBG na rede social chinesa WeChat.

Na nota, o grupo também disse ter construído uma fábrica em Pequim com capacidade de produzir até 120 milhões de unidades da vacina a cada ano.

Escrito por Estadão Conteúdo

Brasil: infecções por coronavírus sobem para 1.344.143. Óbitos somam 57.662

Brasil tem 552 óbitos e 30.476 casos de Covid em 24hs

Ministério da Saúde informou neste domingo (28), que o Brasil registrou 552 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, elevando o total de vidas perdidas para 57.662. No mesmo período foram 30.476 novas infecções, elevando para 1.344.143 casos no País. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje, dia 28, um novo recorde de novos casos da covid-19, considerando os dados de todo o planeta. De acordo com o órgão, foram identificadas mais 189.077 contaminações pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, sendo que “vários países reportaram seus maiores números de novos casos em um período de 24 horas”. Entre os países que anunciaram novos recordes está os Estados Unidos, que contou mais 44,7 mil casos de covid-19, superando o recorde de ontem (44,6 mil), segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país. Apesar do recorde americano, o Brasil foi novamente a nação que mais reportou novos casos da covid-19: 46.860. O relatório da OMS aponta as Américas como região com mais novos casos da covid-19: 117,1 mil. Na sequência aparecem o Sudeste Asiático (25,4 mil), o Mediterrâneo Oriental (17,9 mil) e a Europa (16,5 mil). Em números totais, as Américas também lideram; são mais 4,9 milhões de casos, quase metade do total global. Já o Consórcio de Imprensa informa que o Brasil registrou 555 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, o que eleva para 57.658 o total de vidas perdidas para a doença no País, mostra levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde. O Brasil registrou 555 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, o que eleva para 57.658 o total de vidas perdidas para a doença no País, mostra levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde. Com a confirmação de 29.313 novos casos de sábado para domingo, o Brasil chegou a 1.345.254 contaminados. O Estado de São Paulo registrou mais de 6.156 novos casos e 75 novas mortes infecção pelo novo coronavírus, chegando a 271.737 pessoas com covid-19. O Rio de Janeiro vem na sequência da lista de Estados mais afetados, com 27 mortes por covid-19 e 2.495 novos casos da doença no período de 24 horas, segundo a secretaria estadual de Saúde. Até agora, 9.816 pessoas morreram em função do coronavírus no Estado do Rio, que soma agora 111.298 casos.

Municípios brasileiros iniciam instalação de Centros de Atendimento para pacientes com a Covid-19

Coronavirus

Com primeiro repasse do Ministério da Saúde, 767 municípios de todas as regiões do país estão aptos a implantarem unidades que devem desafogar hospitais de referência e tratar casos leves da doença

O Ministério da Saúde credenciou 807 Centros de Atendimento de mais de 760 municípios brasileiros para o combate à pandemia da Covid-19. Esses centros vão servir para identificar, precocemente, casos do novo coronavírus e atender pessoas com síndrome gripal.

Covid-19: relatório aponta falta de medicamentos nos estados

Um relatório do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) mapeou os estoques de medicamentos em unidades de saúde dos estados e apontou situação de desabastecimento de alguns produtos e risco de falta de outros nos próximos dias.O levantamento teve como foco remédios usados em unidades de terapia intensiva (UTIs), estruturas fundamentais para atendimento a pacientes, especialmente no cenário em que a demanda aumenta com vários leitos sendo ocupados por pacientes que evoluíram para quadros graves de covid-19.

Entre os medicamentos objeto da análise estão sedativos, anestésicos, bloqueadores neuromusculares e substâncias utilizadas na sedação e entubação de pacientes. As unidades verificadas são aquelas listadas nos planos de contingência de cada estado, podendo ser tanto públicas quanto privadas.

O estado de Mato Grosso foi o que apresentou mais itens em falta (13), seguido por Ceará e Maranhão (12), Amapá e Tocantins (11), Rio Grande do Norte (10), Roraima, Amazonas e Bahia (9) e Pernambuco (8). Os estados completamente abastecidos são Alagoas, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Sergipe.

No caso de Mato Grosso, além dos 13 medicamentos indisponíveis nos estoques, nove só serão suficientes para atendimento da demanda prevista para os próximos cinco dias. Em Pernambuco, oito remédios estão em falta e nove devem acabar na semana que vem.

São Paulo, estado que tem a maior população do país e epicentro da pandemia de covid-19, tem apenas um item indisponível, mas há 14 medicamentos cujo estoque deve durar apenas cinco dias.

Perguntados sobre as dificuldades de abastecimento dos estados, representantes do Ministério da Saúde informaram, em entrevista coletiva hoje (27), em Brasília, que vão se pronunciar em nova entrevista no início da próxima semana.

Agência Brasil

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