Inicialmente, não bateu de frente com seu astro, que poderia ter causado um efeito avalanche de abandono à seleção entre colegas como Mascherano e Agüero. Não havia motivos para desespero, afinal, depois daquele desentendimento nos Estados Unidos, o time ficaria quase dois meses sem se reunir. Para ter seu astro de novo, a seleção mudou – por vontade alheia, diga-se. Tata Martino pediu demissão e fez a diretoria da criticada AFA buscar Edgardo Bauza, que fará sua estreia nesta quinta.
– O que me tranquiiza são os jogos. É algo que estamos acostumados e sabemos como lidar. Vivi um motivo de muita ansiedade depois que me confirmaram para assumir, por tudo o que vinha acontecendo, por tudo que teríamos que decidir. Mas à medida que foram passando os dias, eu fui tendo com os jogadores. Começamos a trabalhar e a ansiedade se foi. E começou a reinar a tranqulidade para poder trabalhar. Mas obviamente é normal estar ansioso porque esse é o primeiro jogo, uma partida eliminatória, um clássico como é o Uruguai, com todas as dificuldades que tem. Mas ter trabalhado me dá tranquilidade – disse Bauza sobre o início de sua jornada na seleção.
O novo treinador deu espaço para Messi respirar, sem jamais deixar de mostrar o interesse da seleção tê-lo ao seu lado novamente. O camisa 10 – o orgulhoso da relação – se calou, deixou no ar a dúvida se daria uma segunda chance ao time nacional. Para o convencimento pleno, recebeu, primeiramente, uma ligação de Bauza pedindo sua volta. Em um segundo momento, uma visita: olho no olho e a promessa de reatar uma relação que sofreu duros golpes e passou por intensas dúvidas desde o seu começo, há 11 anos.
RELAÇÃO CONTURBADA, AINDA EM BUSCA DO FINAL FELIZ
Messi foi convocado pela primeira vez para a seleção principal da Argentina em agosto de 2005, quando tinha apenas 18 anos e ainda era uma promessa do Barcelona, para onde havia rumado cinco anos antes – num capítulo que sempre foi uma espécie de assombração na relação com seu país natal. O camisa 10 jogou a Copa do Mundo de 2006 e conquistou a medalha de ouro na Olimpíada de Pequim, em 2008, fazendo parecer que seu caminho com a equipe seria repleto de flores. Mas só até ser eleito o melhor jogador do mundo pela primeira vez, em 2009. duradouras.
Por Jorge Natan
