Anunciadas como uma das principais vitrines da gestão da governadora Raquel Lyra na área da educação, as creches estaduais prometidas para o Sertão de Pernambuco seguem longe da realidade de milhares de famílias do interior. Apesar da promessa de construção de 250 creches e criação de 60 mil vagas em todo o Estado, nenhuma das unidades prometidas para os municípios sertanejos foi entregue e, em alguns casos, as obras sequer começaram.
Vários anúncios foram feitos em diferentes regiões do Sertão ao longo da atual gestão, contemplando municípios como Itapetim, Ouricuri, Granito, Moreilândia, Salgueiro, Cedro, Arcoverde, Custódia, Ibimirim, Cabrobó e Lagoa Grande.
Mesmo após sucessivos eventos, assinaturas de ordens de serviço e divulgação de investimentos milionários, a população sertaneja continua sem ver as creches funcionando na prática. Em várias localidades, moradores relatam ausência de avanço nas obras e falta de respostas concretas sobre prazos de entrega. Em alguns municípios, os terrenos seguem apenas cercados por tapumes, sem qualquer estrutura de canteiro de obras montada.
A demora tem gerado críticas principalmente porque a expansão da educação infantil foi tratada pelo Governo do Estado como prioridade da gestão. Enquanto isso, o governo mantém forte presença em campanhas institucionais e ações de publicidade divulgando os investimentos na área, mas sem que as entregas cheguem efetivamente para milhares de famílias do Sertão.
Na prática, porém, o cenário no interior ainda é marcado por promessas, placas e anúncios, sem reflexo direto na ampliação de vagas para crianças sertanejas, que aguardam equipamentos que continuam apenas no discurso oficial do Palácio do Campo das Princesas.
Ascom

