OURICURI (PE) — O envio de verbas milionárias ao Sertão do Araripe pela concessão dos serviços de saneamento da Compesa, viabilizado pelo Governo do Estado sob a gestão de Raquel Lyra, deveria ser motivo de celebração. No entanto, em Ouricuri, o montante traz consigo um rastro de dúvidas, falta de prestação de contas e insatisfação popular.
Com direito a uma quantia total que ultrapassa os R$ 10 milhões, a Prefeitura de Ouricuri já contou com a liberação da primeira fatia correspondente a 60% do valor total (cerca de R$ 7 milhões) de entrada nos cofres municipais. O restante do cronograma estipula mais 20% ainda para este ciclo e os 20% finais nas etapas conclusivas do contrato.
Onde Foi Parar a Verba?
Apesar dos valores vultosos em caixa, o silêncio do Poder Executivo municipal chama a atenção. Até o momento, a gestão atual não apresentou de forma clara e acessível onde e como tais recursos estão sendo aplicados.
O cidadão ouricuriense enfrenta no dia a dia demandas históricas em infraestrutura, abastecimento e serviços públicos básicos. O mínimo que se espera diante de uma injeção orçamentária dessa magnitude é o detalhamento completo dos gastos no Portal da Transparência ou em audiências públicas.
A Cobrança da População
A transparência pública não é um favor ou concessão do gestor; trata-se de um dever constitucional garantido pela Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
A sociedade de Ouricuri cobra respostas imediatas:
- Qual o plano de trabalho e as obras prioritárias definidas para esse montante?
- Quais secretarias ou contratos já se beneficiaram das parcelas recebidas?
- Como a população pode fiscalizar a execução financeira desse dinheiro?
A cidade exige respeito e clareza. Recursos públicos precisam ser geridos às claras, com metas públicas e resultados visíveis nas ruas.
Saiba mais sobre esse assunto em: CONCESSÃO DA COMPESA SUPERA EXPECTATIVAS E ESTADO TERÁ R$ 23,2 BILHÕES PARA INVESTIR EM ÁGUA E SANEAMENTO
Por Elismar Rodrigues

