Antes mesmo de qualquer previsão de chuva para os próximos meses, a
Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) apresentou pedido para
reduzir a vazão do rio São Francisco dos atuais 900 metros cúbicos por
segundo (m³/s) para 800 m³/s nos reservatórios de Sobradinho (BA) e
Xingó (AL). O pedido foi formalizado dois dias depois da reunião
promovida pela Agência Nacional de Águas (ANA) para avaliar os efeitos
da defluência reduzida no rio.
O ofício que formaliza o pedido, assinado pelo superintendente de
Operação da Chesf, João Henrique de Araújo Franklin, irá reduzir o nível
do Velho Chico, em média, em 15 centímetros no trecho
Sobradinho/Itaparica, e em 20 cm no trecho Xingó/Foz, conforme consta no
próprio documento oficial, e deve começar a vigorar em 1º de dezembro.
Na última reunião promovida pela ANA, ficou acertado que a defluência
permanece em 900 m³/s até o final de novembro. O presidente do Comitê da
Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, lembrou que o
colegiado questionou tais pedidos da Chesf. “O Comitê considera
recomendável adiar qualquer decisão sobre novas reduções, pelo menos até
o final do período úmido, que começa a partir de novembro, na região
das cabeceiras do São Francisco”, opinou.
Desde abril de 2013, o setor elétrico tem feito pedidos recorrentes para
reduzir a vazão do São Francisco, com o argumento de que se trata de
medida emergencial. De lá para cá, a defluência praticada nos
reservatórios de Sobradinho e Xingó caiu de 1.300 m³/s e foi reduzida
paulatinamente até o volume atual de 900 m³/s. O pedido da Chesf ainda
será analisado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos
Naturais Renováveis (Ibama).
ASCOM – Assessoria de Comunicação do CBHSF
Rodrigues

