Uma carta enviada para a imprensa relata a atual situação e estrutura da cadeia pública de Ouricuri, nela, os detentos cobram providências por parte do governo do estado. Na carta, os detentos relatam que não tem chuveiro e que tomam banho com uma garrafa de 2 litros de água. Cobram acesso dos familiares às visitas, revelam que não tem acesso à saúde, que as celas estão superlotadas e que alguns detentos dormem no chão. Outra preocupação dos presos, é sobre a questão das audiências por causa da demora. “Tem gente aqui com mais de ano sem audiência, não vem nenhum médico e já teve caso de morte, cadê os direitos humanos?” diz a carta.
A mensagem ainda descreve que as dificuldades com esgoto, reclama a falta de visita da vigilância sanitária e diz que convivem com ratos e baratas.
Tentamos um contato com a diretoria, mas fomos informados que o diretor não aparece frequentemente na unidade, que o local tem cerca de 7 celas de 4 m², todas lotadas. Quando enviaram a carta, os detentos pediram urgência.
Por Cidinha Medrado

