A discussão sobre obrigatoriedade do voto e democracia participativa dominou nesta quinta-feira (6) o primeiro debate acadêmico 2017 promovido pelo Plenus Colégio e Curso, em Petrolina, interior de Pernambuco. Alunos favoráveis e contrários ao voto obrigatório expuseram opiniões e tiraram dúvidas com professores e o deputado estadual, Odacy Amorim (PT), representante do Poder Legislativo.
O evento é realizado uma vez por mês, com temas diversos. Para iniciar a temporada deste ano, o coordenador da iniciativa e professor Vlader Nobre, escolheu o assunto que tem levantado muitos questionamentos entre os alunos. “Aqui [no debate] participam estudantes de 16 a 18 anos, que estão no último ano do Ensino Médio e que já estão pensando sobre política, direitos, deveres e seus futuros. Como profissionais da Educação, é nosso dever promover espaços de diálogo e de construção de ideias e de pensamento crítico reflexivo”, analisa.
A estudante Cecília Moreira, 16 anos, demonstrou-se insatisfeita com a direção que o mundo político brasileiro tem tomado. Ela questionou aos que defendem a obrigatoriedade do voto e disse se sentir desanimada a participar da política. “A corrupção existente no Brasil desestimula o jovem”, disse.
Já o aluno Brener Nossequevedo, 16 anos, teve uma opinião diferente de Cecília. Para o adolescente, as novas gerações estão tendo a oportunidade de aprender com os erros e fazer diferente. No entanto, Brener fez uma ressalva. “Sou da Teoria Libertária e acredito que ninguém deve ser obrigado a fazer aquilo que não deseja”.
Um dos mais questionados pelos estudantes, o deputado Odacy Amorim, disse entender as posições de cada participante e afirmou que discussões como a promovida pelo Plenus poderá ajudar novos eleitores a “votar com consciência”. “Quem acostumou vencer eleição comprando voto não é um bom político. A partir do momento que o eleitor entende isso e o elimina no dia da eleição, existirá um melhoramento da política”, concluiu.
ASCOM

