
Brasil, São José dos Campos, SP. 31/07/2011. Vista do conjunto habitacional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) Parque Interlagos, em São José dos Campos, interior de São Paulo, no dia da entrega de 175 unidades do total de 524, realizada pelo secretário de Habitação do Estado, Silvio Torres. As primeiras unidades foram entregues para as famílias do Rio Comprido, bairro que estava em situação de risco, segundo a Prefeitura. – Crédito:LUCAS LACAZ RUIZ/AE/AE/Codigo imagem:91448
O governo Michel Temer vai anunciar na quarta-feira (9) o Cartão Reforma, programa que bancará até R$ 9 mil em materiais de construção para a reforma de moradias. Não se trata de um empréstimo. O valor é 100% subsidiado pelo Tesouro Nacional. A contrapartida das famílias selecionadas ficará com os custos de mão de obra.
O ministro das Cidades, Bruno Araújo, antecipou ao Estado que o orçamento do programa em 2017 será de R$ 500 milhões.
— É menos do que o necessário, mas esse valor foi definido levando em conta o ajuste fiscal. Além disso, o primeiro ano será de maturação do projeto, assim como 2009 foi o do Minha Casa Minha Vida.
O ministro também disse que, se funcionar como o esperado, “vai haver uma pressão para aumentar esse orçamento”.
O programa foi pensado com base em experiências feitas em Salvador e nos governos estaduais de Goiás e Paraná. O governo estima que o Cartão Reforma pode beneficiar até 3,5 milhões de famílias que estão vivendo em imóveis com “déficit de qualidade” e possuem renda mensal de até R$ 1,8 mil — a mesma da faixa que atende os mais carentes no Minha Casa Minha Vida. Segundo estudo da Fundação João Pinheiro, cerca de 850 mil moradias no País têm cobertura inadequada e mais de 260 mil não têm nem banheiro.

