O Ministério da Saúde anunciou um plano estratégico para enfrentar os impactos do fenômeno El Niño no Nordeste brasileiro. Com a previsão de estiagem severa e ondas de calor extremo, o governo federal busca mitigar riscos à saúde pública, como desidratação, doenças cardiorrespiratórias, diarreia e o aumento da proliferação de arboviroses, a exemplo da dengue.
O cenário foi detalhado nesta quarta-feira (16) durante coletiva de imprensa com a participação do ministro Alexandre Padilha e técnicos da pasta. Segundo as projeções, o El Niño, que já opera em nível forte, pode atingir intensidade severa nos próximos meses, com efeitos persistentes até março de 2027.
Para antecipar medidas de proteção, o governo utiliza dados dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC) localizados em Salvador e Fortaleza. As informações coletadas orientam gestores na distribuição de medicamentos, na elaboração de mapas de calor e na emissão de alertas preventivos para a população.
A estratégia também foca na ampliação da capacidade de resposta a emergências. O Nordeste já conta com uma base da Força Nacional do SUS (FN-SUS) em Salvador, com unidades adicionais previstas para Recife e Fortaleza. O objetivo é que essas bases regionais consigam mobilizar equipes de atendimento em até 12 horas após a notificação de um desastre.
Fonte: Site Imprensa 24H

