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A Portaria Conjunta STN/FNDE nº 3,  de 3/12/2012 , obriga os estados e municípios a movimentarem os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB exclusivamente em meio eletrônico, identificando os fornecedores e prestadores de serviços, bem como a finalidade dos pagamentos.
O OBN é uma ferramenta desenvolvida pelo Banco que possibilita aos Estados e Municípios a realização de movimentações de recursos de forma eletrônica e foi adaptada, exclusivamente, para atender à Portaria. 
Para obter informações mais detalhadas sobre o OBN – Fundeb, acesse os links abaixo:

    * Decreto 7.507
    * Portaria STN/FNDE nº 3, de dezembro de 2012
    * Aplicativo BBGestãoMax – Empenhos
    * OBN – Manual do Usuário
    * Minuta de Contrato OBN
   

    
Perguntas e respostas sobre utilização de Ordem Bancária Eletrônica – OBN
na execução dos recursos do FUNDEB
(Dec. 7.507, de 27.06.11, e Portaria Conjunta STN/FNDE nº 3, de 12.12.12) 
1. Qual finalidade deve ser utilizada para transferir recursos para a conta da prefeitura em outra instituição bancária,
para fins de pagamento de salários?

 

A execução dos recursos do Fundeb, para fins de remuneração de pessoal, pode se dar tanto para pagamento dos
profissionais do magistério, utilizando-se a parcela mínima de 60% do Fundo (neste caso informar a finalidade nº 1),
quanto para pagamento de outros profissionais em exercício na educação básica (utilizar a finalidade nº 3);
independentemente do banco e da agência em que o pagamento é efetivado. 
2. É necessário que se tenha duas contas para movimentação dos recursos do Fundeb, sendo uma exclusiva para
aplicação dos recursos? 
Não. De acordo com o art. 17 da Lei nº 11.494/2007, é necessária apenas uma única conta para o Fundeb, aspecto que
facilita a utilização, pelo ente governamental, do aplicativo adotado pelo agente financeiro do Fundo (Banco do Brasil ou
Caixa Econômica Federal), para fins de execução dos recursos creditados nessa conta. Portanto, o crédito e a
movimentação dos recursos deve se processar nesta conta única e específica. 
3. Como fazer para realizar o pagamento de valores com mais de uma fonte de recursos? Exemplo: pagamento da
guia do INSS, visto que a mesma é paga com recursos do Fundeb e com recursos próprios do município? 
Na hipótese de se utilizar recursos de origens distintas, que se encontram em contas bancárias distintas, deve-se emitir
uma Ordem Bancária para cada movimentação financeira. Uma deve ser para fins de utilização dos recursos da conta do
Fundeb e outra para os recursos de outra(s) conta(s). 
4. No recolhimento do INSS há duas partes: “patronal” e do “segurado”. Para a parte do “segurado”, que número de
finalidade e de empenho utilizar? 
O encargo social correspondente à parcela do “segurado” que está inserida na remuneração do mesmo segurado.
Portanto, essa despesa, na perspectiva do empregador, é parte da remuneração do empregado e, como tal, deve-se
utilizar a finalidade nº 1 (no caso de remuneração de profissionais do magistério), ou a finalidade nº 3 (no caso de
remuneração de outros profissionais em exercício na educação básica).
Idêntico tratamento deve ser dado à parcela “patronal”, pois tal despesa é inerente (vinculada) à remuneração, inclusive é
considerada no cômputo do mínimo de 60% dos recursos do Fundo, vinculada à remuneração do magistério, quando
realizada na cobertura da folha de pagamento desses profissionais. 
5. No empréstimo consignado, o pagamento é com recursos vinculados à saúde a ao próprio Fundeb, e repassado
aos credores, via contas correntes da prefeitura apartadas por credores. Qual código de finalidade usar? 
O valor correspondente à parcela do empréstimo consignado, descontado do servidor, é parte da sua remuneração. Assim,
como tal deve ser considerado no momento do seu repasse às instituições credoras. Ou seja, na perspectiva do
empregador, esse valor são despesas com a remuneração do empregado.
Em sendo despesas de remuneração, passíveis de realização com os recursos do Fundeb, devem ser executadas
diretamente, a partir da conta do Fundo, sem necessidade de outra(s) conta(s). O código de finalidade deve ser nº 1
(Remuneração do Magistério) ou 3 (Remuneração de Pessoal Técnico Administrativo). 
6. Devido a Portaria Conjunta FNDE/STN, nº 3/2012, a folha de pagamento do FUNDEB necessariamente precisa ser
no Banco do Brasil?
Não. 
Há possibilidade de realização do pagamento dos servidores em outro banco onde a conta do Fundeb é mantida. 
7. O valor líquido da folha de pagamento é depositado para os funcionários. No caso do valor dos descontos extraorçamentários
(descontado dos servidores, como: INSS, sindicato, associações, IPE, seguros, vale transporte,
empréstimos consignados, entre outros), o ente governamental reserva o valor na conta corrente do FUNDEB e
também separa contabilmente para posterior repasse dos valores às entidades credoras. Em relação a este
procedimento, qual código de finalidade devemos utilizar no pagamento. 
Os descontos realizados da remuneração do servidor são parte integrante da sua remuneração. Assim, como tal devem
ser considerados no momento do seu repasse às instituições credoras. Ou seja, na perspectiva do empregador, esse valor
refere-se a despesas com a remuneração do empregado. Deve-se, então, utilizar a finalidade nº 1 (Remuneração do
Magistério) ou 3 (Remuneração de Pessoal Técnico Administrativo), conforme o caso. 
8. O IRRF retido dos servidores na folha, que faz parte dos recursos de livre movimentação da prefeitura, deve ser
utilizado com utilização do código de finalidade momento da sua transferência? Qual? 
O Imposto de Renda Retido na Fonte, descontado dos servidores do ente governamental (Estado ou Município), constitui
recurso pertencente ao próprio ente governamental, que deve aplicá-lo de forma que pelo menos 25% seja direcionado à
manutenção e desenvolvimento do ensino, em observância ao disposto no art. 212 da CF. Esses recursos, no entanto, não
entram na composição do Fundeb. Nessa perspectiva, não se encontram, no momento da sua execução ou aplicação em
projetos e ações governamentais, sujeitos ao tratamento ora definido para execução dos recursos do Fundo.
No entanto, há de se considerar que esses valores, descontados da remuneração dos servidores, são parte integrante da
remuneração destes. Assim, como tal devem ser considerados no momento da sua saída da conta do Fundeb e
transferência para outra conta. Ou seja, na perspectiva do empregador, esse valor constitui despesa com remuneração do
empregado. Deve se utilizar a finalidade nº 1 (Remuneração do Magistério) ou 3 (Remuneração de Pessoal Técnico
Administrativo), conforme o caso. 
9. Qual finalidade deve ser utilizada para repasse dos recursos do Fundeb, recebidos pelos entes governamentais,
às instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas, sem fins lucrativos, conveniadas, correspondentes
aos alunos atendidos por aquelas instituições? 
Neste caso deve ser adotado o código de finalidade que corresponda à destinação a ser dada aos recursos pela instituição
beneficiária dos repasses, na forma estabelecida no convênio. 
10. A tabela de finalidade, fornecida pelo FNDE, pode ser alterada/aperfeiçoada para inserção de novas finalidades? 
Pode, caso haja necessidade. No entanto, essa alteração deve ser realizada pelo FNDE, juntamente aos agentes
financeiros do Fundeb, que a disponibilizará aos entes governamentais para utilização via sistema de execução financeira
utilizado, conforme previsto no art. 2º, § 3º, da Portaria Conjunta STN/FNDE nº 3, de 12.12.2012. 
11. A prefeitura possui convênio para pagamento da folha, sendo que, para operacionalização desse convênio, faz-se
necessária a transferência dos recursos correspondentes à folha de pagamento para uma conta da prefeitura em
outro banco. Esse procedimento pode ser adotado? 
Pode, desde que essa transferência seja realizada por ocasião do efetivo pagamento e que seja informada a finalidade na
ordem bancária correspondente à utilização (execução) dos recursos da conta do Fundeb. 
12. A prefeitura pode desapropriar uma área para construção de Escola de Educação Básica e pagar a desapropriação
com recurso do FUNDEB? 
Sim, por se tratar de emprego de recursos em investimento voltados à consecução dos objetivos básicos das instituições
educacionais, relacionado à garantia de instalações físicas necessárias ao ensino, prevista no art. 70, II, da Lei nº
9.394/1996. Na tabela de finalidade enquadra-se na finalidade nº 18. 
13. Os utensílios e equipamentos usados para a confecção da Merenda Escolar podem ser pagos pelo FUNDEB (Ex:
balanças, palets, fogão, gás, etc)? 
Sim, por se constituir aplicação em ações relacionadas ao uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao ensino,
consoante dispõe o art. art. 70, III, da Lei nº 9.394/1996. Na tabela de finalidade enquadra-se na finalidade nº 9 ou 15,
conforme o caso. 
14. Qual finalidade deve ser utilizada para pagamento de boletos ou guias de contas de água ou luz? 
Esse tipo de despesa pode ser realizada com respaldo no art. 70, III, da Lei nº 9.394/1996. Na tabela de finalidade
enquadra-se no nº 17 ou 22, conforme o caso. 
15. Como pagar o INSS referente à Educação, já que é pago automaticamente pela prefeitura com o FPM? 
Os encargos sociais incidentes sobre a remuneração dos servidores pagos com recursos do Fundeb integram as
despesas com remuneração e devem ser classificadas como tal (finalidade nº 1 ou nº 3, conforme o caso) para efeito de
utilização dos recursos do Fundo.
Na hipótese em que os valores correspondentes ao INSS são abatidos do FPM, pode ser feita a compensação, utilizandose
os recursos do Fundeb para reposição, visto que a despesa é passível de realização com recursos deste Fundo. 
16. Podemos comprar ônibus para transporte de alunos da Zona Urbana com recursos do FUNDEB? 
O transporte escolar pode ser custeado com recursos do Fundeb, com base no disposto no art. 70, VIII, da Lei nº
9.394/1996. No entanto, tal aplicação deve ocorrer no atendimento dos alunos da zona rural. 
17. Qual a Secretaria deve ser a gestora dos recursos do FUNDEB? 
Os recursos dos 25% dos impostos e transferências, vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino, na forma do
art. 212 da CF, inclusive os recursos do Fundeb, devem ser geridos pela Secretaria de Educação ou órgão equivalente,
conforme prevê o art. 69, § 5º, da Lei nº 9.394/1996 (LDB), c/c art. 17, § 7º, da Lei 11.494/2007. 
Terça-feira, 10 de novembro de 2015 – Postado por Elismar Rodrigues
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