Vai uma carne de jegue?
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Pouco a pouco as pequenas cidades nordestinas foram invadidas pelas motocicletas. O campo já havia trocado o arado puxado por animais pelos tratores. As rodas d’água já haviam ficado no passado. E os icônicos jegues perderam seu lugar. O animal que durante séculos acompanhou o nordestino na lida diária começou a ser solto nas estradas, a se juntar em tropas que provocam acidentes e vagam sem rumo. E até hoje já foram mais de três mil animais apreendidos nas estradas. Foi daí que um promotor público teve a ideia de utilizar a carne do jegue para alimentar a população do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte. Mas a proposta não resolveria o problema da superpopulação de jegues abandonados porque, para o consumo humano, o jegue teria de ser criado em cativeiro para ser comido. Mas será que o brasileiro aceitaria essa novidade à mesa?
No estúdio de Brasília o Participação Popular recebe a nutricionista Luciane Felix e a diretora da Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal, Simone Lima. Por telefone, conversaremos também com o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), que defende a carne de jegue. E a sociedade participa na Praça Sete de Setembro, direto de Natal, RN, onde a presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB / RN, Marise Duarte, também vai comentar o assunto.

Será que o cardápio do brasileiro vai incluir a carne de jegue?
Apresentação – Fabricio Rocha
Fonte: http://www2.camara.leg.br
Quarta, 21 de Janeiro de 2015 – Postado por Elismar Rodrigues

