Fechado há 19 anos e, segundo os moradores locais, transformado num terreno baldio “esquecido e abandonado”, utilizado para “desova” de cargas roubadas e outras ilicitudes, o Aeródromo de Pesqueira (foto) pode ser finalmente reaberto: o anúncio de que a empresa de aviação Azul vai iniciar, neste segundo semestre, voos regulares para Serra Talhada, fortalecendo a economia local e abrindo perspectivas para o fortalecimento do turismo, fez com que a Agência Brasileira de Aviação Civil (Abac) considerasse a possibilidade de desenvolver um estudo de rotas através da LAS – Ligações Aéreas Sistemáticas, colocando como alternativa à Serra Talhada os Aeroportos de Araripina e Caruaru.
Nos seus estudos de Rota, a Abac inseriu o Aeródromo de Pesqueira como um possível destino aéreo de exploração comercial – sonho de toda população pesqueirense e projeto iniciado mas não concluído pelo ex-prefeito Evandro Chacon.
Durante sua gestão, o então prefeito Evandro Chacon, sensível às reivindicações de grande parte da comunidade e, especialmente, dos empresários locais, fez em meados de 2015 os primeiros contatos com a Abac com vistas à reabertura do Aeródromo, que recebeu a visita de técnicos e diretores da instituição, para avaliar, in loco, condições e possibilidades de operação do local. Segundo informações de ex-assessores do então prefeito, as condições postas pela Abac foram prontamente aceitas: técnicos da instituição se encarregariam da recuperação física e da operacionalidade do aeródromo, que receberia, em contrapartida, os direitos de administrar e explorar o antigo campo de pouso pesqueirense. Com efeito, o então prefeito conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores um projeto de lei, transformado na Lei 3207/2016, dando à Abac “a concessão de direito real de uso de todo o sítio aeroportuário de Pesqueira”, desde que ela cumprisse a outra parte do acordo, que era , num espaço de dois anos, realizar as obras físicas exigidas, dar ao aeródromo condições de operacionalidade. Essa acordo previa que a Abac teria a concessão do Aeródromo de Pesqueira por um período de 20 anos.
Grande parte das lideranças empresariais do município veem a operação do Aeródromo como um agente fortalecedor na exploração das atividades turísticas do município, que tem no seu calendário as romarias ao distrito de Cimbres, para onde devotos de Nossa Senhora vão, anualmente, visitar o local onde teriam ocorrido aparições da Virgem. Além disso, Pesqueira conta com um rico artesanato conhecido nacionalmente, com destaque para as rendeiras de Poção. É ainda a porta de entrada para o Vale do Catimbau, uma reserva protegida por lei onde estão inscrições rupestres, trilhas, cavernas e muitas atrações para o turismo de aventuras. Com uma boa rede hoteleira, eles acreditam que com a homologação do aeródromo existe a possibilidade de surgirem empresas de táxis aéreos, escolas de formação de pilotos, postos de abastecimento, pousadas e hotéis, colocando definitivamente Pesqueira no roteiro turístico obrigatório para quem visita Pernambuco.
A única pendência ainda existente – e que todos esperam que seja brevemente solucionada – diz respeito à gestão do aeródromo, uma vez que a prefeitura municipal faz algumas exigências em relação ao que foi negociado na gestão de Evandro Chacon e ainda não resolvidas legalmente. PENOTÍCAS

