A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (03), a 2ª fase da Operação Reserach, que apura fraude milionária no repasse de bolsas e de auxílios à pesquisa na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo as investigações, pessoas que não têm ligação nenhuma com a universidade, como motoristas e cozinheiros, receberam dinheiro. Cerca de 50 policiais federais, além de servidores do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU), cumprem 19 mandados judiciais em cidades de quatro estados: Curitiba, no Paraná; Campo Grande, no Mato Grosso do Sul; Sorocaba, em São Paulo; e Erechim, no Rio Grande do Sul.
Dos 19 mandados judiciais, seis são de busca e apreensão; cinco, de prisão temporária; e oito, de condução coercitiva. Nessa nova fase, também são cumpridos mandados de condução coercitiva contra outros três supostos beneficiários, antes desconhecidos da investigação, além de outros suspeitos de envolvimento no esquema fraudulento.
Primeira fase
A primeira fase da Operação Research foi deflagrada em 15 de fevereiro; 28 pessoas foram presas temporariamente. Dois dias depois, 26 delas já tinham sido soltas. De acordo com a Justiça, tudo o que se pretendia esclarecer em relação a elas havia sido feito e, portanto, não havia justificativa para que elas seguissem presas.
Porém, a secretária da pró-reitoria de Planejamento e Orçamento, Tânia Márcia Catapan, e Conceição Abadia de Abreu Mendonça, que é chefe do setor de Orçamento e Finanças do mesmo setor, apontadas como as principais responsáveis pelo desvio milionário, continuam presas preventivamente.
O advogado de 11 suspeitos de envolvimento na fraude no repasse de bolsas e de auxílios à pesquisa pela UFPR, Marlon Bizoni Furtado, chegou a dizer que os clientes eram “laranjas”. Segundo as investigações, os beneficiários do esquema de desvio dos recursos públicos faziam parte do “círculo de amizades” de Tânia e de Conceição.
G1

