Pipeiros que prestam serviço ao Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Operação Seca, devem paralisar o atendimento ás famílias afetadas pela estiagem nos próximos dias.
Segundo a categoria, o repasse feito pelo governo pernambucano para o transporte da água para as mais de 5 mil famílias beneficiadas pelo programa, não tem sido feito com regularidade, o que torna inviável a continuidade da prestação do serviço.
Nesta quinta-feira (21), uma comissão de pipeiros esteve na redação do Programa Nossa Voz da Grande Rio FM Cabrobó, para cobrar das autoridades providencias para a solução do impasse. O grupo representa os 10 municípios em que já foram contabilizados atrasos no pagamento pelo serviço; Cabrobó, Orocó, Belém do São Francisco, Itacuruba, Mirandiba, Terra Nova, Carnaubeira, Jatobá, Floresta e Petrolândia.
Segundo o pipeiro Edson Novaes, que presta serviços a famílias de Belém do São Francisco, a situação não afeta apenas a categoria, mas também as famílias que clamam pelo abastecimento. “Nós ficamos em casa com pessoas nos procurando e pedindo até pelo amor de Deus para levarmos a água. Quer dizer, a gente esta fazendo a parte do governo, que é socorrer o povo. Quem tem a obrigação de socorrer o povo é o governo não nós. Cadê o dinheiro? O governo ta com o dinheiro porque não paga. Eu mesmo já estou no limite, assim fica difícil de continuar atendendo o povo. Já esgotou a paciência, estamos cansados de sermos enganados. Já que não tem condição de fazer o pagamento, pare a operação, peça para a gente parar que a gente para de abastecer. Mas o governo não se posiciona e não pede para parar. Se não tem condições não adiante deixar rodando se não tem dinheiro para pagar” desabafou.
A categoria também criticou o Secretario de Agricultura Nilton Mota, que no final de 2015 chegou a se reunir com pipeiros e se comprometeu a resolver a situação dos pagamentos em atraso. Segundo o motorista Joilton Pereira – que atende a população de Petrolândia, o sentimento é de que os pipeiros foram tratados como crianças. “ Vem o Secretario, faz reunião, faz a promessa que vai pagar um mês sim e um atrasado… Paga um mês e depois fica cinco meses sem pagar. Quer dizer, fica brincando como se a gente fosse criança! Nós não estamos para brincar, porque nós temos famílias, temos casa de peças, posto de gasolina para pagar, pessoas que confiam em nós e a gente vai perdendo a credibilidade” criticou.
Por email a produção de jornalismo do Nossa Voz Cabrobó, contactou a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos reposta. (http://granderiofm.com.br/)

