
Policiais civis reunidos em assembleia realizada das 19 às 20h30 desta quarta-feira (25) decidiram que a partir do dia 6 de abril todos os 4,8 mil integrantes da categoria vão se integrar à operação que batizaram de Cumpra-se a Lei – Polícia Cidadã, cobrando as condições mínimas para trabalharem no estrito cumprimento da Lei. Segundo o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, 80% dos boletins de ocorrência e até 60% dos autos de flagrantes são realizados sem a obrigatória presença de delegados. “O flagrante se torna nulo se a outra parte souber”, exemplifica, acrescentando que será pedida a interdição das delegacias sem condições de funcionamento e policiais não irão às ruas sem coletes na validade e viaturas em condições seguras e com IPVA pago.
Áureo Cisneiros destacou que a assembleia contou com representantes da categoria do interior do estado, contando com um total de cerca de 1,5 mil pessoas e, por isso mesmo, teve que ser realizada na rua, ao lado da sede do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), que fica na Rua Frei Cassimiro, 179, em Santo Amaro, Centro do Recife. Prevista para começar às 18h, só uma hora depois foi repassado o resultado da reunião com a Secretaria de Administração de Pernambuco, na segunda-feira.
A operação Cumpra-se a Lei – Polícia Cidadã prevê que escrivães só realizarão seus trabalhos e os boletins de ocorrência só serão consumados com a presença de delegados e o presidente do Sinpol não titubeia em admitir que isso não ocorra hoje como prevê a Lei, até porque há delegados que respondem por mais de uma delegacia. “Isso é feito pela pressão para se cumprir as metas”, diz.
Para ele, a Polícia Civil trabalha com uma defasagem de 40% do efetivo que seria necessário e, ainda assim, em delegacias sem condições, citando as de Abreu e Lima, Cabo e o bairro da Macaxeira, no Recife. E assinalou situações de risco de vida, como a da Delegacia de Abreu e Lima, que só tem um homem para entregar intimações de forma desprotegida. Isso também ocorre com viaturas com extintores vencidos ou sem extintores, e em estado que contrasta com o exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A pauta de reivindicações ainda inclui a inclusão dos peritos papiloscopistas no Quadro Técnico da Polícia e a reposição inflacionária para o ano base 2015.
A resposta do governo foi propor reajuste do vale refeição para R$ 246,40 em março, além de analisar e propor alternativas para viabilizar as progressões na carreira dos policiais civis. Além disso, dependendo da publicação do 1° quadrimestre de 2015 do Relatório de Gestão Fiscal do Estado, cumprir um calendário de discussões para revisar o PCCV e analisar a Gratificação de Risco Policial. PENOTÍCIAS
Quinta, 26 de fevereiro de 2015 – Postado por Elismar Rodrigues

