Mochila com facões usados pelos assaltantes foi recolhida para perícia (Foto: Cacyone Gomes/TV Globo)
O policial Thiago Levy Martins de Lima, que subiu na estação Joana Bezerra para ir ao trabalho, se identificou quando houve o anúncio do assalto, dando voz de prisão aos criminosos. Um dos assaltantes reagiu e o PM atirou. Três tiros acertaram o suspeito no ombro, pescoço e tórax; ele faleceu na hora.
Em seguida, o policial ordenou que os outros assaltantes deitassem no chão. Quando o metrô chegou na Estação Largo da Paz, o policial solicitou ajuda dos vigilantes e os homens foram presos. Todos maiores de idade: 26, 21 e 19 anos.
No momento da ação, havia 20 passageiros no vagão: 18 mulheres e dois homens. Todos ficaram no fundo do trem por orientação do policial. Ninguém ficou ferido e nada foi roubado. Apenas um passageiro foi até a delegacia prestar depoimento. O policial não teve o nome divulgado.
O flagrante está sendo feito no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), pelo delegado João Gaspar. O policial vai prestar depoimento, acompanhado do advogado Eduardo Henrique Burgo Bezerra. De acordo com o advogado, o PM agiu em legítima defesa dele e de terceiros.
“Após ser ouvido, o PM será liberado. Os suspeitos vão ser recolhidos para aguardar a audiência de custódia, que será amanhã [segunda-feira, 23]. A informação é de que pelo menos dois deles já foram vistos praticando assaltos no metrô. Toda as testemunhas, inclusive os presos, afirmaram que o assaltante morto investiu contra o policial no momento em que ele deu voz de prisão. Foi quando, para se defender, o policial efetuou os disparos”, afirmou o delegado João Gaspar.
De acordo com a PM, o trem onde ocorreu a tentativa de assalto e a morte foi recolhido ao Pátio de Cavaleiro, após perícia do Instituto de Criminalística no local. A CBTU informou que, após a retirada do corpo e do trem envolvido, o sistema foi normalizado às 8h30.

