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Início » São Paulo tem 13 casos suspeitos de febre amarela; seis pessoas morreram
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São Paulo tem 13 casos suspeitos de febre amarela; seis pessoas morreram

Elismar RodriguesPor Elismar Rodrigues23/01/2017Nenhum comentário Leitura 3 min.
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O estado de São Paulo registrou, desde o início deste ano, 13 casos suspeitos de febre amarela e seis mortes. Dois dos pacientes morreram por infecção adquirida no próprio estado e quatro morreram depois de  viajar para Minas Gerais, que apresenta surto, e retornar para a cidade paulista com sintomas da doença. As informações foram divulgadas hoje (23) pela Secretaria Estadual da Saúde.

No final do ano passado, um homem de 52 anos morreu em Ribeirão Preto, no interior do estado, com diagnóstico confirmado de febre amarela. Ele ficou quatro dias internado e morreu no dia 26 de dezembro. O homem morava próximo a uma região de mata, com macacos hospedeiros do vírus. A suspeita é que espécies silvestres do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, possam ter infectado a vítima.

Em abril do ano passado, outra pessoa também teve a morte confirmada pela mesma doença no município de Bady Bassit, no interior paulista. O local da infecção dessa vítima foi a área silvestre, chamada de Mata dos Macacos, no município de São José do Rio Preto.

Vacinação

No Instituto Emílio Ribas, na capital paulista, hospital referência em infectologia, houve expressivo aumento da procura por vacinas contra febre amarela. No último sábado (21), a imunização foi aplicada em 320 pessoas. A média diária de vacinação registrada pelo hospital é de 50 por dia, chegando a 150 em período de férias, quando as pessoas mais viajam.

O infectologista e coordenador de Medicina de Viajantes do Emílio Ribas, Jessé Alves Reis, não aconselha vacinação em pessoas que não vão viajar para áreas de risco. “É importante que as pessoas entendam que quem vive ou viaja para as áreas de risco devem se vacinar. As pessoas que estão fora dessas regiões, que são basicamente as áreas litorâneas, a cidade de São Paulo, não há necessidade de correr para tomar vacina”, afirmou.

Viajante para MG

Maria de Fátima Diniz Viana, 64 anos, vai viajar para a cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais, e depois embarca para Portugal. Por precaução, ela vai tomar a vacina e pretende levar a certificação de imunização para entrar na Europa. “Meus familiares em Minas estão apreensivos, tomaram a vacina, porque a região rural já está sendo atingida. Eu vou para a área urbana, mas vou tomar por precaução”, disse.

Graziela Porfilho, 28 anos, vai viajar para a área rural da cidade de Paraisópolis, em Minas Gerais. “Meu irmão, que mora lá há 2 meses, disse que não tem surto na cidade. Ele está lá há 2 meses e ainda não tomou a vacina”, disse.

A vacina está disponível na rede pública e deve ser tomada 10 dias antes de viagens para áreas de risco, que são basicamente áreas de floresta e zona rural. A vacina tem efeitos adversos e não pode ter tomada por pessoas com doenças imunológicas, que estão tomando remédios que possam afetar o sistema imune, gestantes, menores de 6 meses e idosos acima de 60 anos.

Modo silvestre

Desde 1942, não há registro de transmissão urbana de febre amarela no Brasil. O risco de uma volta da transmissão urbana é teórica, mas existe, disse o infectologista do Instituto Emílio Ribas. Segundo Jessé Reis, o país registrou ciclos silvestres de transmissão em 2003, 2008 e 2009.

Em todo o país, de acordo com o Ministério da Saúde, os casos continuam concentrados em região de mata silvestre. O último balanço do ministério, de sexta-feira (20) aponta 272 casos suspeitos em Minas Gerias, 47 foram confirmados e 25 óbitos. No Espírito Santo, são 11 casos suspeitos. O próximo balanço será divulgado hoje (23) à noite.

Agência Brasil

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Elismar Rodrigues
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Elismar Rodrigues é radialista e jornalista com atuação focada em informação local e cobertura de interesse público. Com experiência em comunicação e produção de conteúdo, contribui para o fortalecimento do jornalismo regional como editor chefe do portal Ouricuri em Foco. DRT 0004434/PE – Radialista | DRT-PE 0006914 – Jornalista

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