Como anunciado no ultimo dia 22 de junho, os trabalhadores vinculados ao Sindicato dos trabalhadores em educação em Santa Filomena (SINTESF) paralisaram suas atividades nas escolas a fim de reivindicar da gestão municipal atenção para com as solicitações e direitos não atendidos que já se arrastam há anos.
Segundo a coordenação do Sindicato sem fins partidários, a parada inicialmente seria em frente à prefeitura, com cartazes e carro de som entre outros meios de chamar atenção da população quanto à desatenção aos direitos da categoria, porém em virtude do falecimento da ex-deputada e professora Isabel Cristina, o SINTESF optou por parar de maneira menos chamativa em sinal de respeito.
De acordo com as palavras da presidente do SINTESF – Professora Eva Coelho – foram expedidos inúmeros ofícios ao poder publico municipal, requisitando reuniões para tratar de assuntos como a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações (PCCR) de TODOS OS PROFISSIONAIS LIGADOS A EDUCAÇÃO, bem como o TERÇO DE FÉRIAS DOS PROFISSIONAIS NÃO PROFESSORES AMPARADOS PELO DIREITO (VIGIA, MERENDEIRA, AUXILIAR ADMINISTRATIVO, AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS, ETC), entretanto o dialogo só é possível a partir de medidas extremas.
Quando anunciamos que vamos parar e manifestarmo-nos para conquista de nossos direitos, somos coagidos com militarismo e ameaças, e assim muitos colegas sentem-se intimidados até mesmo de reivindicar conosco. Por volta das 16h00 do dia vinte e dois (22) de junho, recebi da gestão municipal um oficio manifestando repudio a paralisação, alegando que o ato vem a ser ilegal, afirmando ainda por meio do documento, que a lei de responsabilidade fiscal veta que mudanças desta magnitude possam ser executadas neste período pré-eleitoral, e assim sendo, não existem justificativas para medida.
Faço questão de destacar que primeiro, o SINTESF representa não apenas os professores, más todos os trabalhadores lotados na educação, trabalhadores estes que desde 2014 não tem seus direitos atendidos. Segundo, na ultima reunião, em que o PCCR foi reformulado, questionamos o prazo para entrega, e após consulta a um dos Advogados que prestam serviço a prefeitura, 1Sr. Diniz, constatou-se que o mesmo seria até o dia dois de julho (02/07/2016). – Afirma professora Eva
Fato curioso ocorre com o ponto facultativo referente aos festejos juninos neste dia vinte e três (23/06) não anunciado em mídia local, onde de pratica correta, serviços emergenciais não podem parar, más para o espanto dos profissionais, a educação estava inclusa na lista de serviços emergenciais, não podendo assim gozar do direito este ano. – Nunca ouvi dizer que a educação fosse serviço emergencial, e se é, carece então de mais atenção. – Afirma com indignação membro do Sindicato.

