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Início » Autor do Estatuto da Família diz que gays não querem direitos, mas ‘privilégios’
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Autor do Estatuto da Família diz que gays não querem direitos, mas ‘privilégios’

Elismar RodriguesPor Elismar Rodrigues14/02/2015Atualizada:19/12/2015Nenhum comentário Leitura 5 min.
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O deputado Anderson Ferreira (PR-PE), 42 anos, na foto ao lado do pastor e deputado Marcos Feliciano, autor do controverso projeto que cria o Estatuto da Família, rebateu nesta sexta-feira (13) as críticas dos movimentos LGBT ao seu texto e afirmou que esses segmentos não buscam direitos dos homossexuais, mas, sim, privilégios. Evangélico da Assembleia de Deus, o parlamentar entende que a homossexualidade é um desvio de conduta e diz não ser homofóbico nem radical. Ferreira disse ainda que não pode deixar de defender os direitos dos heterossexuais. O projeto que cria o estatuto foi desarquivado nesta semana pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que recriou a comissão especial para discutir o texto polêmico.
O estatuto restringe o conceito de família à união entre um homem e uma mulher e desconsidera as relações homoafetivas, e foi a principal bandeira na campanha de reeleição do parlamentar. O projeto ainda veda adoção de crianças por casais gays e prega a valorização da família. O estatuto prevê que as escolas divulguem relatórios anuais que especifique a “relação dos escolares com as suas famílias”. E também que, em todo 21 de outubro, que é o Dia Nacional da Valorização da Família, as escolas públicas e particulares promovam atividades sobre a “importância da família no meio social”. O quer também que seja obrigatório nos currículos escolares a disciplina “Educação para a família”. O estatuto é bombardeado não só por segmentos LGBT e outros setores da sociedade civil.

Pelo Twitter, o presidente da Câmara saiu em defesa dos parlamentares evangélicos. Cunha reagiu ao noticiário sobre o desarquivamento de projetos e recriação de comissões especial que tratam de temas de interesse da bancada.  Evangélico, ele afirmou que há discriminação e rotulação quando se fala de projetos e propostas de parlamentares evangélicos, sem citar quando o deputado é de outra religião.
“É muito estranho só falarem da recriação das comissões pedidas por deputados evangélicos. Já é absurdo carimbarem quando é deputado evangélico, sempre a referência com à religião. Ninguém fala deputado católico, espirita, etc. Mas fala sempre evangélico quando ele é evangélico. Isso é discriminação pura e agride a laicidade do estado”, escreveu o deputado em três mensagens postadas nesta sexta-feira (13).
REPRODUÇÃO DO CONCEITO DA CONSTITUIÇÃO
O deputado Anderson Ferreira diz que não inventou um novo formato de família e que apenas reproduziu o conceito que está na Constituição. Ele critica os movimentos LGBT e diz que eles não buscam direitos, mas privilégios.
— Não pode um único movimento querer prevalecer. Uma coisa é lutar por direitos outra é buscar privilégios. O movimento LGBT não diferencia direito de privilégio. Não pode alterar o que está na Constituição. Não pode uma minoria ditar regra para a maioria e nem querer privilégios — disse Anderson Ferreira.
Em maio de 2011, por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo. O parlamentar argumenta que decisões do STF variam de acordo com a composição do tribunal e acredita que a decisão possa ser revertida no futuro, dependendo das futuras indicações para a Corte.
— Os movimentos LGBT alegam que a decisão do Supremo assegura o casamento, mas, na nossa linha de defesa é que as decisões do STF sofrem mudanças de acordo com membros que ali estão. O melhor exemplo é o mensalão. Houve uma decisão de condenação dos envolvidos e depois, com a mudança nas cadeiras, com outros ministros, as penas foram revistas e diminuídas — afirmou.
Anderson Ferreira entende que o homossexualismo é um desvio comportamental, e não se considera um homofóbico:
— Não trato como doença. Não há comprovação de existência do gene homossexual. Deus deu o livre arbítrio para as pessoas tomarem o caminho que desejarem. Sou conservador, mas não sou radical nem fundamentalista. Não posso ser rotulado como homofóbico e não prego o ódio. Mas esses ativistas tentam te rotular. Se defender a família, os negros, os índios e os menos favorecidos é ser homofóbico, então o sou.
O parlamentar diz que não pode deixar de defender os direitos dos heterossexuais, e está otimista que a composição do novo Congresso Nacional, mais conservadora, irá facilitar a aprovação do estatuto:
— Você chega em um local público e vê um comportamento (de um casal homossexual) que nem um casal heterossexual tem. Se estiver com meu filho e minha filha eles não aceitam essa forma agressiva de se portar. Quem se incomoda com isso é linchado publicamente por uma minoria. Os homossexuais estão bem articulados nos meios de comunicação, estão dentro das novelas, na publicidade. Os valores tomaram proporções diferentes. Na minha época de escola tínhamos moral e cívica. O que peço é a valorização da família. Cada um tem seu livre arbítrio, mas não posso deixar de defender os direitos dos heterossexuais.PENOTÍCIAS
Sábado, 14 de fevereiro de 2015 – Postado por Elismar Rodrigues
Araripe Brasil Ouricuri Pernambuco
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Elismar Rodrigues
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Elismar Rodrigues é radialista e jornalista com atuação focada em informação local e cobertura de interesse público. Com experiência em comunicação e produção de conteúdo, contribui para o fortalecimento do jornalismo regional como editor chefe do portal Ouricuri em Foco. DRT 0004434/PE – Radialista | DRT-PE 0006914 – Jornalista

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