O Partido Progressistas (PP) em Pernambuco reafirmou seu apoio à governadora, destacando que a construção da reeleição será feita “a quatro mãos” em parceria com a legenda. O deputado federal Eduardo da Fonte, presidente da federação União Progressista em Pernambuco — a maior força política do país, com mais de 100 deputados federais e 15 senadores —, foi direto: “Nós fazemos parte da base de sustentação da governadora desde o início do seu mandato.”
Do lado do Partido Novo, o cenário também aponta para uma possível convergência com o governo estadual. O vereador Eduardo Moura anunciou na última sexta-feira (17) sua pré-candidatura a deputado federal, durante encontro partidário realizado no bairro de Santo Amaro, no Recife. A decisão encerra as especulações sobre uma possível candidatura ao governo do estado — Moura chegou a figurar em pesquisas com intenções de voto entre 3% e 8% para o Palácio do Campo das Princesas.
Quanto à posição do Novo em relação à Raquel, o sinal é de abertura. O presidente estadual da legenda, Técio Teles, foi claro: o partido não estará ao lado de João Campos, mas adotou tom cauteloso em relação à governadora — “não há apoio automático, mas existe um caminho que pode ser construído.”
Com o PP consolidado na base e o Novo sinalizando diálogo, Raquel Lyra segue ampliando seu arco de alianças a menos de um ano e meio das eleições — enquanto o campo de João Campos ainda busca ancorar grandes forças partidárias no estado.

