Candidata a deputada federal destacou a importância de combater a violência de gênero, valorizar as cotas reais e afastar candidaturas laranjas.
OURICURI — Em coletiva de imprensa realizada na noite desta segunda-feira, a candidata a deputada federal Eliane Soares defendeu com veemência o protagonismo feminino na política e a necessidade de tratar a gestão pública com seriedade e responsabilidade.
Durante o encontro, Eliane abordou o papel da mulher nos espaços de poder e o enfrentamento à violência de gênero. Ao relembrar o início de sua trajetória pública, a candidata apontou os desafios iniciais de aceitação da capacidade feminina de liderar e destacou o trabalho de incentivo realizado em sua base política.
“Quando eu iniciei minha vida pública, poucas pessoas acreditavam que a mulher pudesse ter a capacidade de governar. Nós encorajamos as mulheres porque muitas vezes faltava coragem para entrar na disputa. Inspirei as mulheres do meu município, elas entraram e lá nós não temos candidatura laranja”, afirmou.
Segundo a candidata, a participação feminina deve ser efetiva. Ela citou índices expressivos de representatividade local — onde, de nove vagas no Legislativo, seis são ocupadas por mulheres — como prova de um compromisso real com a atividade partidária.
Ao traçar um panorama sobre a representação nacional, Eliane pontuou que a Câmara dos Deputados ainda mantém um número reduzido de mulheres. Para ela, homens e mulheres possuem igualdade de condições e capacidades, sendo o comprometimento o verdadeiro diferencial. A candidata também comentou a legislação sobre cotas de gênero, reforçando que a regra não deve ser tratada como mera formalidade burocrática.
“Se tinha que ter a cota de gênero, eu jamais ia colocar só para cumprir a lei. A lei manda realmente que elas sejam candidatas de fato e de direito. A lei ficou para ser cumprida, e nós fizemos isso: encorajamos as mulheres”, pontuou.
Encerrando a conversa com os jornalistas, Eliane Soares resgatou a essência do trabalho público transformador: “Homens e mulheres, nós somos todos iguais. O que precisamos é ter responsabilidade e gostar da política. A política, quando vai parar nas mãos de quem gosta, faz a diferença na vida das pessoas.”

