A empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou que pretende buscar um acordo de delação premiada no âmbito das investigações das quais é alvo. Em entrevista à CNN Brasil, nesse sábado (17), ela disse que poderia acrescentar informações às apurações e citou o presidente Lula (PT) e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Roberta é investigada pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência no governo federal. Nos últimos meses, foi alvo de busca e apreensão, bloqueio de bens e valores e determinação de uso de tornozeleira eletrônica no âmbito de investigações derivadas da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
Fábio Luís Lula da Silva também é investigado pela PF por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. A defesa dele nega irregularidades.
Ao falar sobre a possibilidade de colaboração com a Justiça, Roberta afirmou que poderia apresentar detalhes que, segundo ela, não aparecem nas mensagens de WhatsApp já reunidas pelos investigadores.
“Eu não vou poupar ninguém”, declarou a empresária ao mencionar a possibilidade de colaborar com as investigações.
Roberta afirmou que pretende aguardar o momento considerado adequado pela Justiça para buscar formalmente um acordo. Até agora, não há informação de que uma colaboração premiada tenha sido firmada ou homologada. A declaração da empresária, portanto, representa uma intenção manifestada publicamente.
Durante a entrevista, ela também afirmou ter presenciado encontros de Lulinha com integrantes do governo federal e fez acusações contra o presidente Lula. As declarações ainda dependem de comprovação e eventual apuração pelas autoridades.
A equipe de comunicação do presidente respondeu que Lula “desconhece inteiramente” os fatos apresentados pela empresária e afirmou que ele jamais manteve interlocução com Roberta, recebeu demandas dela ou teve conhecimento das supostas tratativas mencionadas. O governo também informou que não existe contrato federal com a empresária.
A defesa de Lulinha afirmou à CNN que ele não cometeu irregularidades, colocou-se à disposição da Justiça e classificou as declarações de Roberta como incompatíveis com o depoimento prestado por ela às autoridades. Segundo os advogados, Fábio Luís pretende comprovar sua inocência nos autos.
As declarações foram feitas a oito dias do segundo turno da eleição presidencial, no qual Lula disputa a reeleição.
Fonte: Diario de Pernambuco

