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Início » Ministério da Saúde destina mais R$ 10 milhões para pesquisas sobre Aedes
Brasil

Ministério da Saúde destina mais R$ 10 milhões para pesquisas sobre Aedes

Elismar RodriguesPor Elismar Rodrigues30/03/2017Nenhum comentário Leitura 3 min.
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O Ministério da Saúde está fazendo um esforço para que as mães utilizem o tratamento dos centros especializados para atender as crianças com microcefalia Sayonara Moreno/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde anunciou hoje (30) que repassará mais R$ 10 milhões para a elaboração de pesquisas sobre as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, Zika e chikungunya. Deste total, R$ 6 milhões serão destinados à criação de um banco nacional de amostras biológicas relacionadas a essas doenças, como sangue, urina e saliva.

O banco servirá de suporte aos pesquisadores, permitindo que análises futuras possam ser realizadas com a ajuda destas amostras. Segundo o ministério, a estruturação do banco deve começar ainda em este ano e a coordenação será feita em conjunto com centros de pesquisas ainda a serem definidos.

Também serão definidas prioridades de pesquisas relacionadas à chikungunya, com previsão de um estudo de abrangência nacional, e será dado auxílio a pesquisadores na publicação de artigos de grande impacto relacionados às arboviroses. Segundo a pasta da Saúde, ao todo, já foram investidos, pelo governo federal, mais de R$ 250 milhões no financiamento de pesquisas relacionadas às três doenças causadas pelo Aedes aegypti.

Renezika

O anúncio da verba foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o 3º Encontro da Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika), realizado ontem (29) e hoje, em Brasília.

Barros disse ainda que, para ampliar a assistência, já foram destinados recursos para a habilitação de Centros Especializados em Reabilitação (CER) e para 51 novas equipes de Núcleos de Apoio de Saúde da Família. São R$ 10,9 milhões por ano para essas equipes, que contam com profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Desde outubro do ano passado, as crianças com síndrome congênita de Zika também contam com 52 novos CERs, especializados em serviços como, por exemplo, estimulação precoce. Por ano, o Ministério da Saúde repassará R$ 114,3 milhões para o custeio dessas unidades.

Segundo o ministro, 80% das crianças com microcefalia já estão sendo atendidas com atenção especializada, mas é preciso que as prefeituras façam com que elas cheguem aos centros. “Há um esforço nosso para ampla cobertura e para que as mães utilizem esse serviço. Só que o tratamento está nos centros especializados e, às vezes a mãe está em local afastado e as equipes precisam ir ao seu encontro, não é uma operação simples”, disse.

Cerca de 300 pessoas, entre pesquisadores, gestores, profissionais da saúde, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), do Center for Disease Control and Prevention (CDC) e da Global Research Collaboration for Infectious Disease Preparedness (GloPID-R), bem como do setor produtivo público e privado, participaram do encontro da Renezika. Foram convidados também os secretários de saúde estaduais e gestores de secretarias municipais de locais em que a epidemia de zika, chikungunya ou dengue teve maior impacto.

Número de casos

Entre 1º de janeiro e 25 de março deste ano foram notificados 90.281 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 90% em relação ao mesmo período de 2016 (947.130). Segundo o ministério, também houve 97% de redução no número de óbitos, passando de 411, em 2016, para 11, em 2017.

Em relação à chikungunya, a redução do número de casos foi de 74%. Entre janeiro e 25 de março, foram registrados 26.854 casos. No ano passado, foram registrados 101.633 casos, neste mesmo período.

O Ministério da Saúde registrou 4.894 casos de Zika em todo o país este ano. Uma redução de 97% em relação a 2016 (142.664 casos). Em relação às gestantes, foram registrados 727 casos prováveis. Não houve registro de óbitos por Zika em 2017.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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Elismar Rodrigues é radialista e jornalista com atuação focada em informação local e cobertura de interesse público. Com experiência em comunicação e produção de conteúdo, contribui para o fortalecimento do jornalismo regional como editor chefe do portal Ouricuri em Foco. DRT 0004434/PE – Radialista | DRT-PE 0006914 – Jornalista

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