Prefeito nega ter assassinado a mulher; Político foi trazido para Teresina após ser preso em Lagoa do Sítio. José Simão e a empregada doméstica tinham um caso, segundo a polícia (Foto: Gustavo Almeida/G1)
No início das investigações, a polícia acreditava em morte natural porque não havia vestígios de sangue. Segundo o delegado geral Riedel Batista, a empregada doméstica da residência, Noêmia Maria da Silva, 43 anos, com quem o prefeito tinha um caso, contou para a polícia detalhes do crime e também foi presa suspeita de participação no assassinato.
Ainda de acordo com o Riedel Batista, Noêmia Maria revelou provas do crime. Em depoimento à polícia, ela disse que o prefeito foi o autor do assassinato e mostrou lençóis manchados de sangue, além de ter indicado o local onde a arma estava escondida. O revólver calibre 38, com capacidade para cinco tiros, foi encontrado enrolado em uma toalha entre o forro e o teto de um dos cômodos da residência.
O prefeito e a empregada foram trazidos pela polícia para Teresina na manhã desta quarta-feira (11). José de Arimatéa se declarou inocente e acusou a empregada de ser a autora do crime. “Eu não matei minha esposa e quem matou já está presa”, disse à imprensa quando chegava à Delegacia Geral do estado.
De acordo com o comandante de policiamento do interior, Coronel Paulo de Tarso, os suspeitos farão exames residuográficos que indicarão a presença de pólvora nas mãos do autor do disparo.
O delegado geral do estado disse também que o prefeito e a empregada serão investigados por homicídio duplamente qualificado pelos seguintes agravantes: vítima indefesa e motivo fútil. José de Arimatéa será encaminhado para uma unidade da Polícia Civil e Noêmia Maria da Silva para a Penitenciária Feminina de Teresina.
O corpo da primeira-dama foi liberado por volta das 22h de terça-feira (10). Gercineide Monteiro morava com o marido e os dois filhos, que têm 12 e 6 anos de idade.
Do G1 PI




