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Quadrilha cobra dinheiro de familiares de pacientes de hospitais no Recife

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Familiares e pacientes devem ficar atentos para um golpe que está sendo aplicado em alguns hospitais do Recife. A investida acontece da seguinte maneira: um falso médico liga para os familiares informando que o doente passará por uma cirurgia de urgência. Ele confirma o nome e o leito que a pessoa internada se encontra e logo depois pede para ser depositado em uma conta bancária uma quantia superior a R$ 1 mil. As vítimas, quase sempre, fazem parte da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Desesperados com o possível agravamento do ente querido, os parentes terminam depositando o valor e sendo roubados. O Real Hospital Português (RHP) admitiu que aconteceram ocorrências deste tipo, porém, os clientes não chegaram a ser lesados. Desde então, o RHP colocou avisos no hospital e nas redes sociais informando que o pagamento é feito apenas na tesouraria do hospital e que não faz cobranças pelo telefone.

O Hospital Memorial São José informou que até o momento não foi registrado nenhuma ocorrência desse tipo, mas soube que em outras instituições aconteceu esse tipo de crime. Por isso, tomou uma medida preventiva. Desde o final do ano passado, o Memorial colocou avisos nos elevadores informando que não faz nenhuma cobrança para família do paciente por meio de telefone.

De acordo com o delegado da Delegacia de Repressão ao Estelionato, Rômulo Aires, é possível que algum criminoso haja de dentro das unidades. “O que chama a atenção é como os criminosos têm acesso a essas informações de dentro do hospital. Também existe a hipótese de que alguém invada o sistema do hospital para obter dados da UTI que deveriam ser sigilosos”, contou Aires.

Para o delegado, é difícil pensar em uma forma de evitar o golpe, mas que é necessário ficar atento. “Toda vez que alguém receber uma proposta urgente deve ficar com um pé atrás e desconfiar. Evitar fazer depósitos, se tiver sido procurado de forma emergencial e apenas pelo telefone”, afirmou.

O roubo vem sendo praticado em outros lugares do país, como por exemplo em Brasília e no Rio de Janeiro. Os dois lugares tiveram o mesmo tipo de investida de criminosos, inclusive o valor pedido pelos estelionatários.

Diário de Pernambuco

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